O homem suspeito de raptar e violentar uma menina de 12 em Ponta Delgada (Açores), vai aguardar em prisão preventiva pelo julgamento, por decisão do tribunal. O suspeito foi ouvido, em local desconhecido, por razões de segurança, uma vez que as autoridades temiam uma revolta popular que poderia colocar em risco o próprio arguido. O suspeito, de 44 anos de idade, foi detido no passado sábado, 14 de Março, depois de a PSP ter encontrado a criança "amarrada, amordaçada e com marcas de violência física". A mesma força de segurança informou, no dia seguinte, que sobre o homem recaem "fortes indícios de rapto, violação e homicídio na forma tentada".

A acção policial, que contou com a colaboração da Polícia Judiciária, foi desencadeada depois de ter sido alertada para o desaparecimento da menina numa das localidades do concelho de Ponta Delgada. De acordo com o Comando Regional da PSP dos Açores, a menor foi encontrada, poucas horas depois do alerta, na casa do arguido, um vizinho da família da criança, e estava "fisicamente muito mal tratada" num estado em que poderia "correr risco de vida". Pelo que foi encaminhada para o hospital de Ponta Delgada onde ficou internada em observações, mas com um boletim clínico considerado estável.

O homem foi ouvido pelo juiz de instrução criminal na manhã desta segunda-feira, dia 16, num local não divulgado como medida de precaução, uma vez que nas imediações do Tribunal de Ponta Delgada se começaram a juntar dezenas de pessoas com o objectivo de assistirem à chegada do suspeito de raptar, agredir e violar a menina. A decisão de colocar o arguido em prisão preventiva, até à data de realização do julgamento, foi comunicada aos jornalistas através da leitura de um comunicado, lido à porta do tribunal.

O caso está a causar alguma revolta popular, não só em Ponta Delgada, mas por todo o continente, uma vez que se trata de uma criança de tenra idade e pelo facto do suspeito ser uma pessoa muito próxima à família da menina, convivendo com ela quase diariamente. #Justiça #Crime