Permanece a actividade sísmica no grupo central dos Açores depois de, na última semana, terem sido registadas mais de sete dezenas de réplicas. Apesar de ser uma zona de origem vulcânica, as ilhas do triângulo, Faial, Pico e São Jorge, sentiram a 19 de Abril um sismo de magnitude 4.7 e na noite da última sexta-feira, dia 24, outro com intensidade de 4.5. A acção sismológica está todos os dias em constante actividade, contudo, por vezes, o estremecer da terra é tão afastado e com um elevado grau de profundidade que as pessoas acabam por não sentir. É isto que é assinalado quase todos os dias pelos aparelhos do CIVISA, Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores, e do IPMA, Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Assim sendo, os aparelhos registaram na noite de ontem mais um sismo no arquipélago, cuja intensidade atingiu os 4.5 da escala de Richter. De acordo com o comunicado de Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, "o sismo foi sentido com intensidade máxima IV na ilha do Faial (…) e intensidade III/IV na ilha do Pico e III na ilha de S. Jorge". Esta ocorrência deu-se pelas 22h14, uma hora a menos em Lisboa, e o epicentro localizou-se a cerca de 40 km a noroeste do Capelo. Recorde-se que o sismo do passado domingo também aconteceu pelas 22 horas e o epicentro foi a 51 km a oeste da freguesia, novamente, do Capelo. Desde o maior abalo da última noite que se registaram quinze réplicas, todos de magnitude 2. As autoridades encaram estes acontecimentos com normalidade e frisam que não há quaisquer danos pessoais ou materiais.

Porém, no outro lado do mundo não houve, infelizmente, a mesma sorte. O sismo sentido no Nepal pelas 07h11, hora de Lisboa, causou pelo menos 449 mortos, de acordo com fonte governamental, apesar de que o valor indicado inicialmente era apenas de 114 mortos. De magnitude 7.9, este tremor atingiu ainda algumas zonas da Índia. Também no Monte Everest esta ocorrência matou alguns montanhistas e deixou cerca de 40 feridos. #Natureza