A sismicidade que se tem vindo a verificar a oeste ilha do Faial, Açores, desde o dia 19 de Abril deve continuar por mais uma semana ou duas, quem o afirma é o cientista Victor Hugo Forjaz, director do Observatório Vulcanológico dos Açores. Tal como é possível ler na página do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores, CIVISA, foram registados, desde o início desta actividade sísmica, mais de quatro centenas de ocorrências, sendo que apenas seis deles foram sentidos pela população, atingindo, assim, a magnitude de 4, ou mais. Desta forma, no entender do especialista a sismicidade registada naquela zona, a oeste da freguesia do Capelo, "não é normal, mas também não significa que se esteja a acumular".

Nas palavras deste profissional, estas ocorrências em nada têm que ver com o que se passou em 1957 com o Vulcão dos Capelinhos, desfazendo assim todos aqueles que estão crentes de que possa ser uma erupção vulcânica. A última erupção marítima nos Açores aconteceu em 1998, ano em que as ilhas, especialmente as do triângulo Pico, Faial e São Jorge, foram afectadas por um valente sismo de magnitude 5.6 na escala de Richter e que, para além da destruição, tirou a vida ainda a seis pessoas. Assim sendo, o cientista Victor Hugo Forjaz afirma que o que está neste momento a acontecer "é semelhante a uma outra crise registada em 1993-94, na mesma zona", e que deverá terminar no máximo dentro de uma ou duas semanas.

Estas ocorrências têm gerado alguma insegurança entre a população, que, na falta de informação, aguarda alguma tragédia maior. Porém, Victor Hugo Forjaz foca ainda a questão da falta de informação à população, assegurando que é preciso que os meios comuniquem melhor com os residentes "apresentando mapas, com localizações e tudo bem explicado", para que assim as pessoas possam ter algum descanso.

Desde as 00:00 horas do dia 6 de Maio já foram registados no Instituto Português do Mar e da Atmosfera sete ocorrências, todas de magnitude 2. O CIVISA e o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores continuam a acompanhar a situação. #Natureza