Depois de os empresários de carrosséis se terem manifestado contra a nova lei de licenciamento dos equipamentos, hoje, dia 18 de Março, chegou a vez dos comerciantes e expositores reclamarem dos preços exigidos por um espaço na tradicional Feira de Março de Aveiro. Em resultado, geraram-se confrontos entre os diversos intervenientes, com vidros, bilheteiras e vedações partidas, e ainda o lançamento de um petardo para o recinto de exposições.

Os feirantes criticam o administrador da Aveiro Expo, Acácio Coelho, de intransigência e especulação sobre os espaços do recinto, tendo exigido uma reunião com Ribau Esteves, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro. Saul Teixeira, neto de feirantes, contesta os 12 mil euros exigidos para vender pipocas durante a Feira de Março. Outros feirantes apontam que houve descontos propostos a alguns feirantes à margem do concurso público para licitação de espaços.

Luís Fernandes, Presidente da Associação dos Empresários de Diversão, mostrou o seu desagrado pela situação, em declarações registadas pela Rádio Terra Nova. "O que nos estão a fazer é grave. A saturação das pessoas está no limite. Eu já não os consigo segurar e compreendo a sua revolta", frisou. Revelou ainda a realização de "uma manifestação nacional", esta quarta-feira em Aveiro. "Já convoquei gente de todo o país", referiu.

Estacionados à porta do Parque de Feiras e Exposições de Aveiro, comerciantes, expositores e empresários de restauração e diversões itinerantes, pedem o apoio da população de Aveiro. "Nós estamos a zelar também pelos seus interesses, para que a Feira de Março não continue a ser a mais cara do país para quem trabalha e quem visita", disse Saul Teixeira. #Entretenimento

A manifestação resultou em confrontos entre os feirantes que estão à porta em manifestação contra o aumento das taxas de ocupação de espaços na Feira de Março, aqueles que já estão a montar os equipamentos e os que estão a chegar ao local para instalarem os seus equipamentos. A PSP foi obrigada a intervir para proteger o administrador Acácio Coelho e um comerciante que tentava montar o seu equipamento de restauração, resultando em algumas escoriações nos intervenientes.