A Associação de Pais da Escola Básica Espinho 2 (APE2), tem vindo a alertar a Câmara Municipal de Espinho para as pequenas quantidades das doses das refeições que são servidas aos alunos pela empresa fornecedora responsável pelas mesmas. Para além disso a APE2 insurgiu-se também contra o transporte deficitário da comida e os sucessivos atrasos da chegada das refeições à escola. O tempo de espera a que as crianças estão obrigadas e o atraso na hora de almoço provoca um consequente atraso no início das aulas no turno da tarde.

Após meses de tentativas de contacto e pedidos à Câmara Municipal de Espinho por parte da APE2 no sentido da autarquia intervir para solucionar a situação, sempre sem sucesso, as críticas da associação de pais foram subindo de tom nestas últimas semanas, por considerarem e entenderem que a Câmara não fiscaliza o serviço prestado pela empresa fornecedora, que é uma obrigação da autarquia, e pela falta de capacidade de diálogo e de resposta.

As queixas dos pais não se ficam apenas pelas escassas quantidades nas refeições, o transporte deficitário e a má qualidade da comida são também preocupações para as quais têm chamado a atenção dos responsáveis camarários. Em declarações, um representante da APE2, considera que "este problema arrasta-se desde setembro. Já falámos várias vezes com a Câmara sobre o assunto, mas a empresa continua a não servir comida suficiente às crianças e a autarquia não a obriga a cumprir o que está estabelecido no caderno de encargos", acrescentando ainda que "a Câmara dizia que a situação ia melhorar quando abrisse o centro escolar de Anta, porque a Escola Espinho 2 estava sobrecarregada com as refeições dessa freguesia, mas essa escola já abriu em janeiro, e o problema continua".

Por sua vez a Câmara de Espinho, reagiu, e o seu vice-presidente António Vicente e vereador da #Educação da Câmara, nega as acusações da Associação de Pais da Escola Básica Espinho 2, garantindo que as refeições contratadas à empresa fornecedora estão a ser servidas "de acordo com as normas e em quantidade suficiente", no entanto, admite que foram detetadas "algumas irregularidades" no fornecimento, mas somente "a título pontual". Para o vice-presidente da Câmara estas "irregularidades que se notam devem-se ao facto das refeições da Escola Espinho 2 não serem confecionadas no próprio local e terem de ser transportadas até lá".