A Polícia Judiciária de Aveiro anunciou esta segunda-feira, dia 27 de Julho, a detenção de um ex-funcionário de uma instituição bancária de Estarreja. Este suspeito do sexo masculino está acusado de ter desviado dinheiro de clientes da instituição bancária Banif, num valor que se calcula ser superior a 700 mil euros. Fonte da PJ afirmou ainda à agência Lusa que foi a própria instituição bancária que fez a denúncia desencadeando a investigação que resultou agora na detenção deste homem, com cerca de 40 anos.

O homem, residente em Salreu, concelho de Estarreja, foi já presente a primeiro interrogatório e está indiciado pelos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e ainda de abuso de cartão de garantia e/ou de crédito. Este ex-funcionário do Banif terá realizado movimentos bancários, todos eles não autorizados pelos clientes, aproveitando dessa forma o cargo que exercia e ainda a confiança que os clientes depositavam nele, desviando uma quantia ainda desconhecida, mas que se estima ser superior a 700 mil euros.

Certo é que os lesados, para além do Banif, são muitos e entre esses lesados estão mesmo familiares muito próximos do suspeito, que perderam as poupanças de uma vida inteira. De acordo com testemunhos de alguns ofendidos e lesados, existem já queixas que ascendem às dezenas. Estas queixas foram realizadas junto das autoridades locais e apresentadas desde o início de 2015, quando a instituição bancária Banif afastou o suspeito do cargo e deu conhecimento aos seus clientes do "esquema" utilizado pelo ex-funcionário da instituição.

A instituição bancária não realizou nenhum tipo de comunicado sobre os factos ou sobre a conduta do banco. De acordo com fonte da Polícia Judiciária, o suspeito "movimentou e utilizou em benefício pessoal as contas bancárias, incluindo através de resgate de aplicações financeiras, de que resultou um prejuízo para a instituição bancária e clientes ainda não totalmente apurado, que poderá ascender a mais de setecentos mil euros".

O que se sabe até ao momento é que o mesmo ficou proibido de entrar nas instalações do banco, contactar com funcionários da agência onde trabalhava anteriormente, não pode contactar com nenhum dos lesados e também não poderá ausentar-se do país. #Bancos #Justiça