Uma mulher com cerca de 45 anos foi condenada esta terça-feira pelo Tribunal de Aveiro a uma pena de 4 anos de prisão, suspensa, por ter contratado dois homens para matarem o ex-marido. A mulher negou a intenção mas não convenceu o colectivo de juízes. Agora, terá de pagar 15 mil euros à vítima, um empresário residente em Ovar. Um dos homens contratados pela mulher para executar o ofendido terá lhe pagar, também, 4 mil euros. Se os dois não pagarem aqueles montantes terão de ir para a cadeia.

O tribunal não teve dúvidas que a mulher pretendia matar o ex-marido, pelo que, entre 2012 e 2013, contratou dois homens para fazer o trabalho a troco de 20 mil euros. Ainda chegaram a receber metade do valor acordado mas não executaram a tarefa porque se desentenderam quanto ao modo como iriam dividir o dinheiro recebido. Um dos homens faleceu antes do julgamento mas o outro viu agora a ser-lhe aplicada uma pena de prisão de 2 anos e 10 meses, em cúmulo jurídico, por um #Crime de furto qualificado e outro de ameaça agravada. A pena converte-se em suspensa se o arguido indemnizar a vítima em 4 mil euros.

Quanto à mulher, o argumento que usou no julgamento de que apenas tinha contratado os dois indivíduos para lhe darem protecção não convenceu o colectivo de juízes. Até porque, durante a audiência também não concretizou em que consistia tal protecção, para além de ninguém ter mencionado tal tese em tribunal. Daí que o tribunal tenha decidido pela aplicação de uma pena de 4 anos de prisão, pela prática de um crime de homicídio qualificado na forma tentada. No entanto, a pena foi suspensa com a condição da arguida pagar ao ex-marido uma indemnização de 15 mil euros. Caso contrário terá de ir para a cadeia.

De acordo com a acusação do Ministério Público, durante o tempo de casamento,  os cônjuges viveram, por diversas vezes, conflitos que culminaram na apresentação de queixas-crime às autoridades, tanto de uma parte, como da outra. Divergências que terão continuado já após o divórcio, tendo como causa a partilha dos bens do casal.

O actual companheiro da mulher também era arguido mas o tribunal absolveu-o por não ter conseguido provar o seu envolvimento nos factos. O colectivo de juízes justificou a suspensão das penas aos arguidos como "uma oportunidade para que possam ainda dar uma volta nas respectivas vidas". #Justiça