Os episódios de violência gratuita face aos #Animais não param de acontecer. Depois de nas últimas semanas terem sido conhecidos alguns casos, eis que nos chega mais um. De acordo com o JN, um cão foi encontrado enforcado num poste em Vale de Ílhavo, no concelho de Ílhavo, Aveiro. O animal foi descoberto na passada segunda-feira e já se "encontrava em elevado estado de decomposição", o que poderá indicar que o enforcamento já teria acontecido há alguns dias. A GNR de Ílhavo tomou conta da ocorrência e encontra-se agora a investigar o caso.

O cadáver do canídeo foi encontrado quando uma mulher se dirigiu ao seu quintal e viu o cenário macabro. O cão foi atado com uma corda e preso a um poste de iluminação pública, que, segundo o Correio da Manhã, se encontra em frente à escola do 1º ciclo da localidade. A população de Vale de Ílhavo está revoltada e chocada com este #Crime e teme que possa acontecer o mesmo aos seus animais.

O Canil Municipal deslocou-se ao local para recolher o cadáver do cão. Ao que se sabe, o mesmo não tem chip, não podendo ser assim identificado o seu proprietário. A GNR de Ílhavo encontra-se agora a investigar o caso, no entanto, até ao momento não há desenvolvimentos. Contudo, em entrevista ao JN, Helena Sousa, veterinária do canil, refere que a investigação do crime será dificultada pelo facto de "não haver relatos de testemunhas que tenham visto o que aconteceu".

Maus-tratos a animais não param de acontecer

Nos últimos dias têm sido vários os casos de maus-tratos a animais, que são invocados em nome da tradição. O primeiro acontecimento a indignar o país foi o do vídeo do gato a arder nas festas de São João, na freguesia de Mourão, concelho de Vila Flor, Bragança. O vídeo registava o momento da "Queima do Gato", no qual o animal é colocado num recipiente de barro e elevado até ao topo de um poste que está envolto em palha e que será queimado. Após se ter conhecimento deste caso, foram muitas as petições que surgiram para acabar com esta tradição.

Dias depois surgiu o "Enterro do Galo", realizado em Ruivós, concelho de Sabugal, Guarda. Uma tradição que consiste em enterrar um galo vivo, deixando apenas de fora a cabeça, de modo as que as pessoas possam bater na cabeça do animal até à morte.

As associações de defesa dos animais já vieram a público condenar ambos os casos e apelar ao fim destas tradições.