Já foi preparada a proposta a submeter à Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha que prevê a redução da taxa de IMI para os agregados familiares com dependentes fiscais. A proposta prevê ainda a fixação do valor da taxa sobre os Prédios Urbanos em 0,3%. Os proprietários de prédios urbanos que cumpram os critérios podem requerer a eventual redução da taxa de IMI, a partir de 1 de setembro. São dois os critérios: que o imóvel sobre o qual recai o pedido seja a sua habitação própria permanente e o seu domicílio fiscal; e que exista ainda pelo menos 1 dependente fiscal a cargo do titular do imóvel.

A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha considera que, face à situação económica que o país atravessa, "importa não agravar a carga fiscal" e, assim, "promover o desenvolvimento económico" do município, a melhoria das condições de vida dos cidadãos e a sustentabilidade das empresas. Embora o prazo para requerer a diminuição do imposto termine já a 30 de outubro, Albergaria-a-Velha é o primeiro município da Região de Aveiro a dar início a este processo.

As reduções no IMI a pagar podem chegar aos 20%, caso existam 3 ou mais dependentes a cargo, descendo para 15% e 10% no caso de serem 2 ou 1 dependentes respectivamente, sendo estas as reduções previstas no Código do Imposto Municipal sobre Imóveis.

A proposta de alteração ao Orçamento de Estado, que teve origem nos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP para que os municípios possam atribuir às famílias com filhos uma redução no valor do IMI, não foi bem recebida por todos os autarcas. A medida foi considerada um meio para o #Governo lançar medidas de incentivo à natalidade à custa das receitas das autarquias.

No fim de junho passado, de acordo com o Observador, a Assembleia Municipal do Porto rejeitou uma proposta idêntica, que previa a diminuição da taxa de IMI de de 0,36% para 0,33% para os prédios urbanos, e ainda uma redução do imposto para os casos de imóvel destinado a habitação própria e permanente, tendo como base o número de dependentes a cargo.