O encerramento dos Passadiços do Paiva ao público obrigou a Câmara Municipal de Arouca e o Arouca Geopark a “desviar” as visitas interpretadas que estavam agendadas para outros locais no território. Os passadiços, que têm sido a atracção turística daquele concelho do distrito de Aveiro neste Verão, foram atingidos por um incêndio florestal que deflagrou no passado dia 7 de Setembro. A autarquia estuda a melhor e a mais rápida solução para recuperar os danos causados, que poderá demorar cerca de mês e meio. Em final de Maio aqueles passadiços de madeira já tinham sido alvo de um incêndio que destruiu cerca de 120 metros do percurso, tendo agora sido destruídos 600 metros.

São oito quilómetros de passadiços na margem esquerda do rio Paiva, que oferecem um passeio numa paisagem natural, junto a quedas de águas e a praias fluviais do Areinho e de Espiunca, com a praia do Vau pelo meio. O visitante poderá, ainda, descobrir a biologia, geologia e arqueologia envolvidas naquela #Natureza. O local tem sido o ponto turístico de excelência da região desde o início deste Verão, tendo chegado a atingir cerca de 10.000 visitantes em simultâneo.

Um número que levou a Câmara Municipal de Arouca a desenvolver um sistema electrónico para controlar previamente as visitas à estrutura. Segundo a TVI, que cita o presidente da autarquia, a ideia passa por os interessados marcarem o dia da sua visita numa plataforma online, e na respectiva data validarem o acesso através de um mecanismo electrónico, como por exemplo, uma aplicação de telemóvel. O autarca garante, no entanto, que a visita aos Passadiços do Paiva manter-se-á gratuita.

Quanto à recuperação do troço do passadiço destruído pelo incêndio, o Presidente da Câmara avança com um custo na ordem dos 130 mil euros. Numa nota publicada pela autarquia, no seu sítio na Internet, informa-se que as visitas interpretadas agendadas nos últimos tempos estão a ser reorganizadas em conjunto com os promotores, e que “serão reorientadas e complementadas com visitas a outros recursos paisagísticos do território”. A mesma nota refere que existem na região “vários (e belíssimos) geossítios que podem e devem ser visitados e conhecidos”. #Catástrofes Naturais