Foi por alturas da Páscoa do ano de 2013 que Agostinho Caridade terá roubado algumas peças religiosas da Igreja Matriz de Ovar (concelho do distrito de Aveiro). Suspeita-se que o arguido tenha roubado um cálice e duas píxides (vasos em que se guardam as hóstias) trabalhadas em prata, avaliadas em cinco mil euros. O arguido tem 42 anos e residia em Barcelos. O julgamento daquele que também é conhecido como o "falso padre", começou ontem (segunda-feira, dia 7 de Setembro) no Tribunal de Aveiro.

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De acordo com informações do site Observador, o arguido, que também é conhecido por ter presidido várias celebrações por todo o país, começou a primeira sessão do julgamento por negar o facto de ter roubado as peças em questão e de se ter feito passar por padre. "Eu identifiquei-me, como missionário e não como padre.

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(...) Apenas me foi pedido para proclamar o evangelho e nada mais", afirmou Agostinho Caridade. Mas acabou por admitir ter levado um cálice e uma píxide para levar à tia da sua companheira, que se encontrava muito doente. Quando a juíza o inquiriu sobre o porquê de não ter devolvido as peças, Agostinho Caridade justificou-se respondendo que no dia a seguir ao furto teve de ir para a Alemanha, onde esteve a trabalhar como cozinheiro, deixando as peças com uma pessoa conhecida. Afirmou também que ao aterrar no aeroporto de Lisboa foi detido pela polícia, razão pela qual nunca mais voltou a ter contacto com a pessoa a quem deixou o cálice e a píxide trabalhada em prata.

Já no ano passado Agostinho Caridade foi presente ao Tribunal da Primeira Instância de Braga pelos crimes de burla e roubo qualificado, razão pela qual foi condenado a 3 anos e 3 meses de prisão, decisão posteriormente anulada pelo Tribunal da Relação de Guimarães..

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Esta já não é a primeira vez que "falsos padres" são falados pelos órgãos de comunicação social, visto que no início deste ano foi absolvido um padre que foi condenado a quatro anos de prisão. Também em Maio deste ano um padre de uma paróquia alentejana foi notícia por ter abandonado o sacerdócio e fugido com uma mulher 18 anos mais nova. #Justiça