Um homem de 51 anos, residente na zona de São João da Madeira, distrito de Aveiro, foi detido pela #Polícia Judiciária por suspeitas de abusar sexualmente as suas filhas, menores de idade. O suspeito, calceteiro de profissão, foi denunciado pelo próprio filho que, cansado com a situação, foi revelar o caso à Segurança Social. Tudo indica que as meninas foram abusadas pelo pai durante cerca de 13 anos. A mãe das crianças viva aterrorizada perante a agressividade do marido mas diz que desconhecia dos abusos sobre as ilhas.

A detenção do indivíduo foi anunciada esta sexta-feira, 8 de Julho, através de um comunicado emitido pela Polícia Judiciária. O documento refere que o detido é suspeito da prática dos crimes de abuso sexual, ocorridos entre 2003 e o passado mês de Junho. “Aproveitava os momentos em que ficava a sós com as vítimas” para “perpetrar os abusos sexuais, que se prolongaram cerca de 13 anos”. Uma das meninas começou a ser violada aos 8 anos e a outra aos 10. Hoje têm 17 e 23 anos, respectivamente. O Correio da Manhã revela que existem, ainda, suspeitas de que uma outra filha, actualmente com 25 anos, também tenha sido vítima de abusos por parte do pai. O mesmo jornal adianta que o homem chegou a ter relações sexuais com pelo menos duas das filhas ao mesmo tempo.

Reconhecido como sendo uma pessoa “extremamente violenta e ameaçadora”, o homem obrigava que aquela ambiência ficasse guardada em segredo, ameaçando que as espancaria. Era um cenário de terror em que vivia aquela família. A mulher, mãe das crianças, reconhece que o marido é uma pessoa agressiva e bastante violenta, e que vivia também ela debaixo de uma cortina de medo. No entanto, garante que desconhecia os actos de abuso que o mesmo praticava com as meninas, nunca se tendo apercebido de alguma situação.

Contudo, cansado daquele cenário de terror em que cresceu e viveu, o jovem, agora maior de idade, resolveu revelar a história às técnicas da Segurança Social. Contou que as irmãs eram atacadas sexualmente pelo próprio pai. Uma versão já confirmada pelas vítimas aos inspectores da Directoria do Norte da Polícia Judiciária. O jovem terá afirmado que também ele vivia com medo do pai e receava que as irmãs não assumissem os abusos de que eram vítimas, por receio de retaliações por parte do homem. Temendo pela segurança das irmãs e da mãe, o rapaz, que acabou por sair de casa, guardou o segredo durante estes anos todos. #Crime