A iniciativa do apelo lançado pelo PSD Arouca deve-se a um debate que houve em Novembro de 2016 em Arouca, onde se reuniram vários especialistas no assunto, com o objectivo de obterem uma reflexão de grupo devido aos vários incêndios registados no concelho no Verão passado. Estes especialistas, que são os primeiros subscritores da petição, reclamam então às autoridades que, num futuro, evitem que a proporção de incêndios registados anteriormente volte a acontecer, e são eles: Domingos Xavier Viegas, Coordenador do Centro de Estudos sobre Fogos Florestais e professor catedrático da Universidade de Coimbra; Luís Vasconcelos Maia, presidente da Associação Florestal do Entre Douro e Vouga; Celso Portugal e Filipe Amorim, respectivamente presidente e 2.º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca.

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Conforme informa Rui Vilar, presidente da concelhia social-democrata, são agora divulgadas as conclusões do debate pelo PSD Arouca, que estão disponíveis num documento independente no site "Petição Pública" para consulta e assinatura. O objectivo do documento é que este seja enviado às autoridades competentes para discussão e aplicação de medidas propostas. O documento transmite que se devem reforçar as competências do Instituto da Conservação da Natureza e que as mesmas se deviam transferir para as autarquias, sendo igualmente necessário avançar no cadastro das propriedades rústicas.

Existem ainda outras propostas sendo elas:

  • Revisão legislativa para contrariar o microfúndio.
  • Contenção da dispersão urbanística nos espaços florestais.
  • Incentivo à utilização de biomassa.
  • Identificação de "alternativas rentáveis" à monocultura do eucalipto.

Os subscritores desta petição apelam ainda ao reforço da capacidade de combate aos incêndios com meios locais de diferentes entidades e também à utilização de máquinas de rasto no início desses trabalhos.

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Aos outros municípios, resta-lhes apostar na silvicultura preventiva e na aquisição de terrenos que sirvam para zonas-tampão no caso de possíveis incêndios.

"Esperamos que este documento sirva como ajuda para a acção que necessariamente tem que acontecer", é o que remata o texto na base da petição. O documento termina com a seguinte afirmação: "No reino da incerteza, resta-nos a convicção de que nada poderá ser como antes". #Prevenção #incendios