Em Braga, uma mulher de 35 anos que tropeçou numa grelha de águas pluviais reclama agora em tribunal uma indemnização de 102 mil euros à Câmara Municipal, que considera culpada por não ter fiscalizado o local. O acidente provocou uma fratura exposta da tíbia e do perónio de uma das pernas e agora, seis anos depois do acidente, a vítima continua a reclamar uma indemnização.

A Câmara Municipal de Braga rejeita qualquer culpa no acidente que aconteceu a 26 de fevereiro de 2009, na rua dos Chãos, no centro da cidade minhota, altura em que funcionários de uma empresa de construção faziam a limpeza da fachada de um edifício, para a qual instalaram uma vedação provisória de proteção que acabava por ocupar o passeio dos peões e deixava pouco espaço para os mesmos circularem.

O julgamento está a decorrer no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga e a queixosa lembra que a autarquia autorizou e vistoriou o local por onde os peões deveriam passar. Os mesmos passaram a ter de descer a rua para seguir os seus percursos. Ao descer o passeio, Ana Mota pisou com o tacão a tampa que estava danificada, e acabou por cair e sofrer uma fratura exposta, como dá conta o JN Online.

O acidente teve consequências danosas para a vítima, que teve se ser operada e ficar de baixa médica durante seis meses, acumulando despesas e perdendo rendimentos no trabalho. A vítima adianta que a companhia de seguros não assumiu qualquer dano. A mulher entende que a queda foi culpa do mau estado da grelha e que a autarquia deveria ter assegurado o bom estado da mesma, assim como as condições do passeio.

Em defesa, o representante da autarquia referiu que a queda foi provocada pelo facto da mulher ter colocado o tacão na tampa e não por esta estar danificada, alegando que naquelas circunstâncias os peões deveriam prestar mais atenção ao piso, garantindo ainda que a Câmara só autorizou a utilização de um metro do passeio para a limpeza do prédio. Segundo o representante da Câmara de Braga, e tendo em conta que o espaço mede cerca de 2metros, com as obras os peões ficaram com cerca de 90 centímetros para circular, alegando que a empresa que efetuou a obra é que deveria ter assinalado a grelha.

No entanto, segundo Ana Mota, depois do acidente a construtora tapou o buraco da grelha com betão e a autarquia substituiu as grelhas, defendendo que esse facto vem provar que até então não havia condições de segurança para a circulação.