A Associação dos Sargaceiros de Apúlia, uma instituição do concelho de Esposende, suspendeu a ação que corre no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga e que a opõe à Câmara Municipal de Esposende, devido aos terrenos das Pedrinhas, lugar da Vila de Apúlia, onde a autarquia queria construir habitações socais. Segundo Sérgio Barbosa, presidente do conselho diretivo da Associação de Sargaceiros, o julgamento - marcado para ontem - foi adiado por 30 dias. "A postura dos responsáveis desta câmara mudou e estamos a tentar um acordo. Os responsáveis desta atual autarquia têm princípios fundamentais para a zona que vão de encontra aos nossos", diz Sérgio Barbosa, recordando que o processo corre nas barras dos tribunais há cerca de nove anos e que agora tudo aponta para um acordo.

Na altura a Câmara de Esposende projetou para o local um conjunto de habitações sociais, dando mesmo início às obras, mas que foram embargadas. Os sargaceiros negavam o facto da a câmara afirmar que os terrenos eram públicos. "Sempre foram baldios e de gestão dos gentes da Associação dos Sargaceiros de Apúlia", reclamavam, e continuam afirmar, os apulienses que por diversas vezes realizaram manifestações e bloqueios às obras.

"Foram mesmo retirados do local mais de 500 mil metros cúbicos de areia. Danos graves", lembrou Sérgio Barbosa. Os terrenos seculares, eram, entre outras funções, utilizados para a secagem do sargaço.

O processo levou mesmo a referida associação a pedir uma indemnização de 1,2 milhões de euros. Atualmente há vontade mútua de ali se criarem condições para a atividade económica local, mantendo o espaço enquadrado com a paisagem e preservando o #Ambiente, assim como de classificar e manter o património cultural e edificado ali existente.

A situação agrada aos sargaceiros. No entanto a Câmara Municipal de Esposende, e através da Polis Litoral Norte, adiantou que o processo das demolições no local não está encerrado. A edilidade de Esposende propõe mesmo desenvolver aquela zona, desde que seja a câmara a gerir o espaço. #Justiça