"Tinha acabado de arranjar emprego", desabafou Fernando Gonçalves, o tio padrinho de Jorge Filipe Gonçalves, jovem de 27 anos, da freguesia de Perelhal, no concelho de Barcelos, que esta manhã foi assassinado com tiro de caçadeira na cabeça.

Pouco passava das sete da manhã desta quinta-feira quando Jorge Filipe Gonçalves foi tomar café, no centro da freguesia de Perelhal, num estabelecimento comercial junto à Estrada Nacional (EN) 103-1, enquanto aguardava pelo patrão.

"Ele apenas trabalhava lá há dois dias", conta o tio padrinho da vítima mortal em choque. Foi na frente do patrão da empresa de construção civil Cruz Barbosa e Matos, que um homem, a rondar os 35 anos, abordou Jorge Filipe Gonçalves, já no interior do carro, quando disparou à queima roupa, atingindo o jovem na cabeça.

Segundo relatos no local, mesmo em frente à Capela da Nossa Senhora do Alívio, o autor do disparo ainda terá abordado outras pessoas, mas este acabou por deixar ser retirada das mãos a caçadeira.

Apesar do socorro imediato dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, que rapidamente chegaram a Perelhal, a vítima encontrava-se já cadáver. Centenas de pessoas juntaram-se no local, até porque, vítima e homicida, são de Perelhal e pessoas conhecidas.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) de Barcelos, com grande dispositivo, montou "caça" ao homem, pois o autor do disparado abandonou o local. Minutos mais tarde a GNR confirmava a localização e a detenção do agressor que não ofereceu resistência e entregou-se.

Já no centro de Perelhal, um aglomerado urbano entre Esposende e Barcelos, a Polícia Judiciária (PJ) de Braga procedia às habituais diligências junto do carro e cadáver. O carro do agressor também foi selado pelas autoridades.

Entretanto, uma alegada discussão entre vítima e agressor era a versão que corria junto das pessoas que observavam os trabalhos das autoridades no local. Versão esta sem confirmação oficial por parte da PJ ou dos militares da GNR.

O #Crime está a chocar a comunidade local, assim como a região face à frieza do autor do disparo. Jorge Filipe Gonçalves era solteiro.