Utentes de um posto médico situado na freguesia suburbana de Fradelos, no concelho de Vila Nova de Famalicão, invadiram nesta manhã de segunda-feira aquela unidade de saúde em protesto contra a médica ali colocada. A profissional de saúde em causa teve mesmo que fugir e barricar-se no interior do consultório até a Guarda Nacional Republicana, do Posto Territorial local, ir em "seu" socorro. Tudo porque, e segundo explicação do presidente da Junta de Freguesia de Fradelos, Avelino Reis, a médica em causa, e única que ali presta serviço, "não prescreve os medicamentos e nem vê exames de outos médicos".

Depois do protesto à porta daquele posto médico famalicense em meados de março, e tendo em conta a continuidade da médica, os utentes decidiram invadir esta manhã o posto médico. "Falta de modos" e "não querer saber dos doentes" eram algumas das acusações.

Os manifestantes estavam munidos de cartazes e em alguns lia-se "Esta mulher está a matar os velhinhos". "Não passa nada e manda fazer vapores de eucalipto e chuta as pessoas para fora do posto", acusam os utentes de Fradelos, que querem que a médica abandone "voluntariamente" o posto médico.

A médica permaneceu no interior do consultório fechado, com os ânimos no exterior muito exaltados e com gritos de "mentirosa" vindos da população que quer a anterior médica novamente no posto.

"Estavam apegados a uma forma de tratamento e agora estranham esta médica", disse Avelino Reis, indicando que a junta de freguesia já fez chegar um conjunto de queixas dos utentes ao Agrupamento de Centros de Saúde (CES) de Vila Nova de Famalicão.

A GNR local acabou por restabelecer a normalidade, mas os utentes prometem continuar a luta e não se responsabilizam pelo facto de "um dia acontecer aqui uma situação grave".

Contactada a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN), esta confirmou estar em contacto com os responsáveis do agrupamento dos CES de Vila Nova de Famalicão. No passado mês de março a ARSN desvalorizou o caso de Fradelos, afirmando que aquele posto médico serve duas mil pessoas e que o protesto "apenas juntou meia centena de pessoas". #Terceira Idade #Manifestação