Um dos quatro feridos graves da explosão ocorrida ontem de manhã numa casa em Braga não sobreviveu. A morte foi hoje confirmada por fonte hospitalar, que acrescentou que "foi declarado o óbito às 3h00". João Oliveira, de 43 anos, entrou em estado crítico no Hospital de Braga (HB) ontem de manhã, sendo depois transferido, pela Cruz Vermelha Portuguesa de Braga, para o Hospital de São João (HSJ), no Porto. De acordo com uma fonte do hospital, a vítima "entrou em estado crítico" e, apesar dos esforços das equipas médicas, João Oliveira, o "pai herói" que salvou os filhos, não resistiu aos graves ferimentos, na maioria queimaduras internas que lhe afetaram os órgãos vitais.

Já a esposa, Sandra Oliveira, de 39 anos, também permanece no HSJ no Porto em estado muito grave e com prognóstico reservado. "Inspira muitos cuidados", disse fonte próxima da unidade hospitalar do Porto.

Os dois filhos, Pedro e Gabriel, de 8 e 14 anos respetivamente, também são vítimas que inspiram muitos cuidados. Ao contrário do que foi avançado, dando conta que uma das vítimas tinha sido transferida para Lisboa, um dos irmãos, Pedro, está internado na unidade de queimados do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. Já o irmão Gabriel, juntamente com a mãe, está internado no HSJ.

Como avançado durante a manhã de ontem por Arantes Silva, da Proteção Civil da Câmara de Braga, a explosão ocorreu quando a mãe foi preparar o pequeno-almoço para os filhos. Terá sido no momento em que acendeu o fogão que se deu o grave acidente.

Ainda da explosão, a casa, num rés-de-chão, ardeu. "Não sobrou nada. Até os óculos de menino Pedro arderam", disse Maria de Lurdes, irmã de João Oliveira, confirmando que o incêndio que a explosão originou destruiu por completo o rés-do-chão da casa.

Vários meios de socorro, incluindo a Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga, Bombeiros Voluntários de Braga e Bombeiros das Taipas, assim como as VMERs de Braga e Barcelos, foram mobilizados para o local, na freguesia de Espinho e onde se situa a Basílica do Sameiro. Aliás, o templo era o local de trabalho do casal, onde prestavam serviços de limpeza e jardinagem do espaço de culto mariano.

A comunidade local está em estado choque, havendo mesmo várias mensagens em algumas páginas de Facebook de associações da freguesia que pretendem dar apoio ao dramático caso. O caso foi entregue à GNR do Sameiro e PJ de Braga está também a investigar.