Uma professora de 32 anos da Escola Gonçalo Sampaio, em Póvoa de Lanhoso, no distrito de Braga, foi suspensa de funções por, alegadamente, se ter envolvido com um aluno de 15 anos. A escola diz que é uma suspensão provisória depois de um 'sururu' de que poderia haver um relacionamento íntimo entre os dois. O advogado da professora entende que o processo viola a lei e admite pedir responsabilidades pelos danos que a sua cliente está a sofrer. O aluno nega qualquer relacionamento amoroso e diz que apenas são bons amigos.

O caso terá sido despoletado pelo facto de a professora, que lecciona Fisíco-Química, viver uma relação muito próxima com o aluno do 9º ano, ajudando-o nas disciplinas onde tem mais dificuldades. O menor divide o seu tempo entre a escola e um clube de futebol onde é atleta, sendo oriundo de uma família humilde que apresenta algumas carências.

A professora terá procurado ajudar o rapaz nos estudos, indo buscá-lo a casa para lhe dar explicações, havendo um contacto telefónico regular entre os dois, o que originou conversas entre alguns populares e colegas de escola. O jovem confirma a relação com a professora, mas garante não entender onde está o mal de serem amigos. O aluno diz que a história foi toda inventada com o intuito de afastar a docente da escola, negando que alguma vez tenham namorado.

O caso foi comunicado pela direcção da escola à Inspecção-Geral de Educação, que irá investigar a participação. A mesma escola sugeriu, entretanto, à Direcção de Serviços da Região Norte da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares a suspensão da professora até final do ano lectivo, o que aconteceu no passado dia 7 de Abril. A escola afirma que aquela decisão visa, somente, proteger o aluno e a professora até que a situação, que causou algum sururu, acalme e volte tudo à normalidade.

Perante aquela decisão, que a escola diz ser provisória, o advogado da docente admite vir a pedir responsabilidades pelos prejuízos causados à sua cliente no âmbito daquele processo, designadamente ao nível da imagem pessoal e profissional. O causídico considera que não existem fundamentos para que a professora seja suspensa de funções por 90 dias, argumentando que o referido procedimento "viola gravemente a lei". Acrescenta, ainda, que a direcção procura fazer um julgamento na praça pública.

A professora, solteira, é conhecida por alguns colegas como uma pessoa que mantém uma relação muito aberta com os seus alunos, vestindo-se de uma forma muito informal, confundindo-se com as próprias alunas, e de gostar de ir aos jantares de turma.