Isto aconteceu no norte do país, na vila de Amares, distrito de Braga. As três jovens, com idades entre os 15 e os 17 anos, decidiram que não queriam ir às aulas e, por isso, pensaram numa maneira de justificar a sua ausência. Decidiram simular que teriam sido raptadas durante esse dia, justificando assim a sua falta na escola.

Barricaram-se numa casa desabitada da vila de Amares e foram descobertas porque foi dado um alerta por um vizinho da habitação. Ele terá percebido que estavam pessoas na casa ao lado, quase sempre vazia porque o seu dono não se encontra a residir no país, e decidiu comunicar a presença de pessoas estranhas no seu interior às autoridades locais. Quando a Guarda Nacional Republicana (GNR) chegou ao local indicado, deu imediatamente de caras com as três jovens numa situação inesperada.

Dentro da habitação, encontraram as três menores de olhos vendados e com os membros amarrados. Tudo faria supor que seriam vítimas de um rapto. Quando foram interrogadas pelos agentes da autoridade, as três afirmaram à GNR que eram vítimas de um violento sequestro e que foram levadas para aquela casa por um "grupo de homens" que alegadamente as teria prendido ali. Conseguiram, na hora, convencer as autoridades locais da sua versão da história, contudo, a investigação judicial provou que foi um rapto simulado pelas próprias, com o objectivo de justificar a sua não comparência às aulas do período da tarde.

A Polícia Judiciária já avançou que o caso das três jovens de Amares vai ser encaminhado para o Ministério Público para que seja analisado e para que sejam tomadas as decisões legais em conformidade com o caso. Uma fonte da Polícia Judiciária declarou à agência de notícias Lusa que as vítimas "pintaram um quadro de alguma credibilidade", o que provocou uma enorme preocupação nas autoridades. Diz a fonte que o testemunho das adolescentes levou "a GNR a montar um dispositivo enorme" para tentar apurar culpados e justificações para o rapto. A mesma fonte confirmou à Lusa que as raparigas vão ser acusadas de simulação de #Crime e que vão ter que se justificar perante a justiça.