João Pedro Vieira, Nuno Ramalho e Vasco Rodrigues vão ser novamente lembrados um ano após a sua morte numa missa no centro da cidade de Braga e numa concentração no interior do campus universitário da Universidade do Minho (UMinho), em Gualtar. Vítimas de queda de muro, na zona de bares junto à UMinho durante uma praxe no dia 23 de abril de 2014, os alunos frequentavam o primeiro ano do curso de Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade do Minho. Ainda hoje há dúvidas quanto ao que realmente aconteceu. Uns afirmam que os caloiros foram obrigados a subir o muro e que este não suportou o peso, outros destacam que o culpado era o dono do muro, um bloco de tijolos e cimento que servia de caixas de correio aos prédios daquela zona.

João Pedro Vieira, Nuno Ramalho e Vasco Rodrigues acabaram por falecer no local por esmagamento. Para quem viu, o assunto é tabu e há alunos, companheiros dos falecidos, que nunca mais foram os mesmos.

"Apesar do apoio psicológico na altura, hoje alguns alunos são pessoas perturbadas", dizem ao Blasting News alguns estudantes do curso de Engenharia de Informática, e colegas de quem esteve nesse fim de tarde trágico, e que pediram anonimato.

As consequências foram grandes naquela altura. Uma academia enlutada e em silêncio. A situação levou mesmo ao encerramento, por parte do presidente da direção da Associação Académica da UMinho (AAUM), Carlos Videira, do "Enterro da Gata", festas académicas da UMinho que estavam prestes a começar.

"A memória dos colegas João Pedro Vieira, Nuno Ramalho e Vasco Rodrigues será lembrada com uma missa na Igreja dos Terceiros, em Braga, às 18 horas, com a participação da Tuna Universitária do Minho e da Gatuna - Tuna Feminina Universitária do Minho", revela em nota de imprensa Carlos Videira, acrescentando que no "Prometeu", local simbólico para todos alunos da UMinho, terá lugar para uma singela homenagem com cada elemento da comunidade académica a deixar uma flor branca em recordação dos colegas desaparecidos tragicamente. #Educação