Três raparigas, naturais do concelho de Terras de Bouro, foram encontradas de olhos vendados e atadas no interior de uma casa no concelho de Amares. A situação ocorreu na freguesia de Prozelo, na quarta-feira, dia 15, depois de um habitante local ter visto movimentações estranhas numa casa e ter de imediato dado alerta para um assalto. "Parece que foi o vizinho da casa mais próxima que ia para a bouça e viu gente na casa. Como não é normal, pois são emigrantes, telefonou para a GNR", conta Manuel Fernandes, que também mora na zona. Ao chegarem ao local, os militares da GNR de Amares tomaram a casa - uma moradia unipessoal - de assalto com o objetivo de apanhar os ladrões em flagrante. No entanto, e ao invés de larápios, encontraram três jovens numa divisão da casa. Sentadas no chão, de olhos vendados e atadas.

De imediato, e depois de serem libertadas, as jovens, com idades entre os 14 e os 17 anos e estudantes do ensino secundário, relataram um episódio de sequestro. "Disseram que tinham sido levadas à força por uma quadrilha de jovens", confirmou fonte das autoridades, que de imediato iniciaram uma verdadeira "caça ao homem". A situação causou alarme social em Prozelo. Várias pessoas fecharam-se mesmo em casa e telefonavam uns para os outros dando indicações para terem as casa fechadas. Várias equipas da GNR foram mobilizadas para o terreno, pois estavam em fuga os supostos sequestradores, tidos pelas jovens como "perigosos" e "eventualmente armados".

Numa fase inicial a GNR acreditou na versão das jovens. Vias principais e secundárias foram batidas pelos militares da GNR, assim como chegaram a ser cortadas ruas em pequenos lugares em perseguição…de nada. Já com o caso nas mãos da Polícia Judiciária de Braga e após interrogatório à jovens, chegou-se à conclusão que tudo não passou de uma desculpa para faltar às aulas. Aquilo que começou como um #Crime inventado pode agora acabar em crime real. "A simulação de crime também é punível por lei", frisou fonte das autoridades.