O juiz de instrução criminal do Tribunal da Comarca da Vila de Amares, distrito de Braga, decretou, na passada quarta-feira, a medida de coação máxima - prisão preventiva - para o alegado autor de mais de 15 assaltos na região. Entre os quais há um, do qual recaem fortes suspeitas sob o indivíduo detido, que teve muita atenção mediática da imprensa: o assalto à Câmara Municipal de Amares em janeiro de 2014.

O indivíduo, com 24 anos de idade e residente no concelho de Amares, foi apanhado no início desta semana, na segunda-feira, em flagrante delito pelos militares da Guarda Nacional Republicana de Amares, numa freguesia do concelho, no interior de uma casa comercial. Segundo fonte do comando distrital de Braga da Guarda Nacional Republicana, e depois de investigação da Polícia Judiciária e do Núcleo de Investigação Criminal da Guarda Nacional Republicana da Póvoa de Lanhoso, o suspeito está indiciado pela prática de mais de 15 assaltos em estabelecimentos comerciais, de onde furtou mais de cinco mil euros, vários electrodomésticos e material informático.

Entregue no Estabelecimento Prisional de Braga, onde vai aguardar pelo desenvolvimento do processo, o indivíduo é o principal suspeito do assalto à Camara Municipal de Amares. Na altura dos acontecimentos desapareceu "o cérebro" informático e cinco portáteis do interior dos Paços de Concelho do município.

Manuel Moreira, presidente da Câmara de Amares, classificava nessa data o assalto como "atentado político". "Provas? Simples. O assalto foi cirúrgico e como se não bastasse, vandalizaram três carros da câmara. Partiram os vidros da viatura do presidente, vice e vereadora", disse o socialista Manuel Moreira, indicando ainda que o ladrão entrou nos gabinetes dos autarcas e da secretária, de onde roubou os portáteis.

Já do gabinete informático da Câmara de Amares desapareceu um disco rígido considerado o cérebro do município. Na altura suspeitava-se que o assalto teria motivações políticas, uma vez que os assaltantes não teriam mexido no cofre, nem em gavetas, e não havia o mínimo sinal de arrombamento. #Justiça #Crime