Um homem acusado de ter ateado fogo à mulher no ano passado, provocando-lhe a morte, confessou em tribunal a autoria do #Crime. O indivíduo, de 54 anos, admitiu hoje no tribunal de Braga ter regado a esposa com álcool, tendo-lhe depois ateado fogo. O acusado alegou ter agido de tal forma por ciúmes, devido às suspeitas de infidelidade da mulher. No início do julgamento, o homicida negou ter procedido com a intenção de matar a vítima. O arguido disse em tribunal que "apenas lhe queria queimar o cabelo e pregar-lhe um susto".

O crime teve lugar a 14 de Agosto de 2014 e a vítima, que trabalhava no hospital de Braga, morreu 44 dias depois, não tendo resistido às queimaduras de 2.º e 3º graus.

O arguido desconfiava desde 2012 da infidelidade da mulher, devido às mensagens que alegadamente trocava com um médico e que o fizeram concluir que a esposa mantinha uma relação extra-conjugal.

O alegado homicida está acusado dos crimes de violência doméstica e de homicídio qualificado. De acordo com a acusação, o homem agiu premeditadamente, uma vez que, na véspera do crime, comprou um frasco de álcool e um isqueiro. No dia do crime, quando a mulher entrava no elevador, regou-a com álcool e pegou-lhe fogo, deixando-a sem auxílio. A vítima sofreu múltiplas queimaduras em várias partes do corpo e, após um mês e meio de internamento, acabou por falecer.

Ainda segundo a acusação, já havia registos anteriores de violência doméstica por parte do agressor. O arguido confessou que se agrediam mutuamente e que também chegou a ficar ferido; mas nunca quis apresentar queixa "por vergonha".

O arguido disse ainda que a mulher o impedira de entrar em casa e que, nas quatro noites que antecederam os factos, foi obrigado a dormir na garagem do prédio. No dia 14 de Agosto ficou à espera que a esposa saísse para trabalhar para poder entrar no apartamento. Afirmou que a mulher o insultou e que por esse motivo perdeu a cabeça, apesar de depois ter tentado ajudar a vítima. Esta versão dos factos dada pelo arguido foi refutada pela acusação e por uma das testemunhas de acusação.

As agressões terão começado no período do namoro, quando já nessa altura o homem desconfiava do envolvimento da companheira com professores da universidade e a perseguia constantemente. #Justiça