Cinco crianças, três das quais do Jardim de Infância da Escola de de Cepães, na freguesia de Marinhas, concelho de Esposende, permanecem internadas no Hospital de Barcelos com uma meningite vírica. Esta estirpe, e apesar de ser considerada "problema de Saúde Pública", não é considerada grave. Paula Cepa, diretora do Agrupamento de Escolas das Marinhas, confirmou esta tarde de segunda-feira, dia 11 de Maio, os casos, mas diz que "não há motivo para alarme social". O primeiro caso surgiu há seis dias, com uma criança a ser encaminhada para o Hospital de Barcelos e a ficar internada em regime de isolamento. Procedimento este considerado normal.

"Fizemos vários exames neste tipo de situações e foi confirmado o caso", referiu fonte daquela unidade de saúde. No entanto, um segundo caso foi novamente confirmado e vindo do mesmo jardim de infância. Um irmão desta criança, a frequentar a instituição Juventude Unida da Marinhas, também viu ser-lhe detetada meningite vírica. Ambas as instituições permaneceram de portas abertas. "Este tipo de meningite não obriga as escolas a notificarem as autoridades sanitárias, no entanto, ao nível ético e deontológico, os pais deve ser avisados. Assim como o hospital deve avisar o delegado de saúde local", indicou Mário Freitas, docente da Universidade do Minho e especialista em Saúde Pública.

Segundo foi possível apurar, alguns pais das crianças do Jardim de Infância de Cepães não gostaram do procedimento da escola. A situação levou a uma queixa na GNR de Esposende e junto do presidente da Junta da União de Freguesia das Marinhas, Gandra e Esposende, após conhecimento de um novo caso. Apesar de não estar confirmado, mais crianças têm tido sintomas de náuseas e dores de cabeça. Aurélio Neiva, autarca das Marinhas, diz que teve conhecimento não oficial da situação. "Na junta não tive conhecimento de nenhuma queixa, embora tenha tido informações de um caso em conversa com pessoas. Mas qualquer esclarecimento tem que ser através do agrupamento", referiu Aurélio Neiva.

Paula Cepa lamenta a situação, pois afirmou que nenhum familiar se dirigiu ao Agrupamento de Escolas das Marinhas. "Não percebo esse procedimento", disse a responsável, desmentindo o caso de meningite vírica na Escola de Pinhote. "Foram a Braga, mas daquilo que sei, não se confirmou o caso e a criança já teve alta", referiu Paula Cepa que remete reação para o comunicado da Câmara.

A autarquia reage e confirma que "não contactou ninguém" quando teve conhecimento do caso

Após abordagem feita pela Blasting News, a Câmara de Esposende, em comunicado, confirmou os cinco casos. "Em todas as ocorrências veio a verificar-se que se tratava de meningite vírica, razão pela qual não se procedeu, tal como está previsto, à notificação das pessoas que estiveram em contacto com as crianças infetadas", lê-se no comunicado. Acrescentando que "os casos registados não representam perigo, pelo que não há quaisquer razões para alarme".

A Câmara de Esposende, em articulação com os Agrupamentos de Escolas do concelho e com a ACES Cávado, diz que tem acompanhado o caso e mantém-se atenta a esta situação. #Casos Médicos