José Gomes, 63 anos, morreu na manhã desta segunda-feira, 15 de junho, quando se deslocou a uma bouça, da qual era proprietário, nas traseiras da casa onde residia na freguesia de Cervães, concelho de Vila Verde. Tudo aponta que terá sido atacado por um enxame de vespas, havendo mesmo no local quem confirme que estas eram de origem "asiática". A GNR solicitou a remoção do cadáver mas os #Bombeiros só apareceram quatro horas depois, deixando a família revoltada.

A tragédia bateu à porta da família Gomes, residente na Rua de São Pedro, mesmo nas traseiras da capela do santo. Santo que inspirou a vida de José Gomes, que fez obra nos Estados Unidos da América, New Jersey, como restaurador de imagens de igrejas ou outro tipo de intervenções sagradas. "Estava cá há quinze dias. Tinha ido visitar os filhos a New Jersey. Ele desde há um ano que vivia em Portugal, pois reformou-se e veio para cá", conta um familiar, ainda mal restabelecido do choque da notícia.

José Gomes pegou num engaço para destruir umas silvas na bouça. Terá sido aqui que foi atacado pelas vespas. Segundo as autoridades, este ainda saiu do local e foi para casa que dista a menos de 50 metros. Mostrou à mulher os braços e a cara, completamente picado, e foi tomar um banho. "Ele ia ao hospital", conta Luís Oliveira, primo da vítima. No entanto terá entrado em choque anafilático que lhe terá provocado um ataque cardíaco.

Indignação contra os Bombeiros de Vila Verde

O socorro, depois de alerta via 112, foi rápido, como uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde (BVVV) e VMER de Braga a deslocarem-se para o local. No entanto já praticamente nada havia a fazer e o médico da VMER confirmou o óbito. Já na presença da GNR de Prado, foi dada ordem de remoção do cadáver. Situação que apenas aconteceu quatro horas depois. "Isto é lamentável. A GNR chamou várias vezes os bombeiros que só souberam mentir. Umas vezes diziam que era daqui a 15 minutos, outras que não tinham quem conduzisse a viatura, ou que estavam sem gente, simplesmente lamentável", frisou Luís Oliveira, indicando que a GNR chegou às 11:30 horas e o corpo foi levantado às 16:30 horas.

"Ter que suportar isto durante quatro horas é inadmissível", disse Luís Oliveira. Segundo foi possível assistir no local, acabou por ser o próprio comandante dos BVVV, António Lomba, a chegar com uma viatura de transporte de cadáveres para retirar o corpo. Este ainda tentou demover os jornalistas, pediu para não ser fotografado e não quis prestar declarações.