O Tribunal de Braga condenou, esta quinta-feira, a 22 anos de prisão o homem que matou a esposa, após regá-la com álcool e atear-lhe fogo. O hediondo #Crime de #Violência doméstica aconteceu a 18 de Agosto de 2014. A vítima ainda resistiu, internada, durante 44 dias no Hospital da Prelada, mas o desfecho estava sentenciado desde aquela malograda tarde. Na casa onde o casal residia, em São Victor, Braga, este último ataque foi fatal para a mulher, após anos marcados pela violência doméstica. Em prisão preventiva desde Agosto, o agressor foi agora condenado a uma pena que o Tribunal entende ser exemplar para que se possa travar a "banalização do desrespeito pela vida", segundo cita o jornal Sol.

O arguido, Pedro Ribeiro, de 60 anos, foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado e de violência qualificada. Mas a juíza, presidente do colectivo, considerou a actuação do agressor como "diabólica", sublinhando que a atitude deste homem é reveladora da "maldade e mesquinhez humana".

A vítima, Adélia Ribeiro, fez parte dos 42 nomes de mulheres que morreram às mãos dos companheiros ou maridos no trágico ano de 2014. Aos 50 anos, esta mulher trabalhava como funcionária administrativa no Hospital de Braga e era mãe de dois filhos, já adultos, frutos do casamento de 32 anos com Pedro Ribeiro. Terá sido a filha de 18 anos a socorrer a mãe no momento do crime, tendo ainda sofrido algumas queimaduras.

O homem terá agido por ciúme, confirmando, em Tribunal, que achava que a mulher o andava a trair com um médico, que também trabalhava no Hospital de Braga. Antigo comerciante, o homem não acreditava nos telefonemas que a esposa recebia durante o fim-de-semana. "Chamadas e mensagens ao fim-de-semana não é trabalho. Fiquei quase com a certeza que ela tinha outro", confessou o agressor, em Tribunal, citado pelo jornal Sol.

Por ciúme, este homem agiu de forma frívola, acredita o Tribunal de Braga, que destaca a "frieza", o "calculismo" e o "distanciamento emocional" no acto criminoso. No dia anterior, o homem foi comprar álcool e um isqueiro, tendo premeditado este crime, como ficou provado em Tribunal. Depois, regou-a com álcool e ateou-lhe fogo, queimando-lhe 30% do corpo e provocando-lhe queimaduras de 2º e 3º graus na zona da cabeça, abdómen e braços. O homem terá alegado que apenas queria assustar a esposa, queimando-lhe o cabelo, de forma a demovê-la das intenções da suposta traição conjugal.

Após o crime, o homem ter-se-á sentado a tomar o pequeno-almoço, "calmamente", segundo alude o acórdão do Tribunal, factores que terão pesado na condenação de 22 anos de prisão.

E vocês o que têm a dizer sobre esta condenação: Pena pesada ou um exemplo a seguir nestes casos mais graves de violência doméstica? Deixem as vossas opiniões mais abaixo. #Justiça