"Estava com o cordão umbilical separado do feto", conta Anabela Costa, professora de Braga que estava de férias em Esposende e foi surpreendida pela filha e amiga desta, que alertaram para "algo de estranho" na praia, esta manhã de quinta-feira, e que parecia "um feto". A Guarda Nacional Republicana (GNR) esteve no local e os #Bombeiros de Esposende transportaram o feto para o Instituto de Medicina Legal do Hospital de Viana do Castelo.

Pouco passava das sete horas da manhã quando a filha de 18 anos de Anabela Costa, docente de escola pública na cidade de Braga, decidiu dar um passeio madrugador pela praia com amiga. O percurso foi realizado desde a Praia de São Bartolomeu do Mar para sul, uma praia curiosamente repleta de rituais pagãos e à qual todos anos se deslocam milhares de pessoas, em agosto, para o banho santo de dezenas de crianças.

Mesmo junto ao local onde este banho cura os males das crianças - como a gaguez - a filha de Anabela Costa deu com aquilo que lhes pareceu um feto com cerca de 10 centímetros e um cordão umbilical. "Elas vieram logo ter comigo. Entraram em casa e disseram o que tinham visto", disse à Blasting News a professora.

Juntamente com o marido, Alberto Costa pediu à filha para mostrar o local. "Era mesmo verdade. Estava ali um feto", contou a professora, que de imediato alertou as autoridades. "Telefonei para a Polícia de Braga. Como não conhecia o número daqui, liguei para lá", justifica Anabela Costa o ato. De imediato as autoridades policiais alertaram a GNR de Braga, que mandou ao local uma patrulha do posto territorial de Esposende.

Também a delegada de Saúde esteve no local e deu ordem para o feto e cordão umbilical serem transportados para o hospital. "Procedemos ao transporte. Levámos tudo para o Instituto de Medicina Legal do Hospital de Viana do Castelo", confirma Miguel Guerra, chefe dos Bombeiros Voluntários de Esposende, indicando que a remoção foi realizada já depois do meio dia.

As autoridades investigam agora o caso, confirmando que o feto media nove centímetros. Anabela Costa, e apesar de ser leiga na matéria, não deixou de reparar que o local em volta do achado não tinha sangue. "Dá a sensação que foi despejado ali. E devia ter sido esta noite, pois os tecidos ainda tinham sangue", explicou à Blasting News esta professora de Braga que se encontrava de férias numa casa em São Bartolomeu do Mar, freguesia de Esposende.
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