Mais de 250 bombeiros tentam, esta madrugada de domingo e a todo custo, barrar um #Incêndio florestal numa mata que remonta ao tempo do berço da nação e onde se encontra o famoso Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Amares. Este templo remonta aos primórdios da nacionalidade e é local de romaria. Centenas de peregrinos rumo ao São Bento da Porta Aberta, em Terras de Bouro, estão a ser desviados.

“Está cortado o caminho”, dizem os elementos da GNR a um grupo de peregrinos que ia fazer ponto de paragem nas “arcadas” do Mosteiro da Abadia, bem no interior da serra num vale profundo e que está agora tomado pelas chamas. O incêndio florestal está identificado na Autoridade Nacional da Proteção Civil na localidade de Valdosende, uma freguesia do concelho de Terras de Bouro, na qual teve início já na sexta-feira passada pouco depois das 11:20 horas da manhã.

Daí para a frente as coisas só complicaram e nem a força dos hidroaviões e de mais de 200 bombeiros conseguiu travar o incêndio que ameaça destruir a antiga mata florestal, bem como o importante local de culto da Senhora da Abadia.

Num ponto da situação feito pouco depois da meia noite deste domingo, Sérgio Barros, segundo comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto, falava numa situação adversa. “Aqui juntam-se três problemas. Forte vento, acentuado declive e ausência de acessos”, frisou à Blasting News o comandante, que tem às suas ordens bombeiros dos distritos de Braga, Porto, Viseu e Aveiro.

A ordem neste momento, e como explicou Sérgio Barros, é salvar o mosteiro. “Neste momento temos que colocar bens, pessoas e património a salvo”, diz, confirmando uma gigante área - que já apanha dois concelhos (Terras de Bouro e Amares) - de floresta e mato ardido, tendo apenas como separação do Parque Nacional da Peneda-Gerês o vale do Rio Caldo.

“A zona ardida é mesmo em frente ao São Bento. Acompanha toda Estrada Nacional 308, que liga Amares ao Gerês e área a sul de Santa Isabel”, refere fonte da Proteção Civil do concelho de Terras de Bouro, indicando que o incêndio tem duas frentes ativas.

A GNR também está no terreno e já cortou estradas, estando também a desviar os peregrinos do monte. Este é um dos incêndios que afeta o distrito de Braga nos últimos dois meses.