Em mais um caso de #Violência doméstica, o Tribunal de Braga não se ficou com meias medidas. Naquela que terá sido mais uma queixa por maus tratos, um homem de 70 anos foi constituído arguido e sujeito a medidas de coacção que deverão proteger a vítima, neste caso a esposa que voltou a apresentar queixa contra o cônjuge. A GNR da Póvoa de Lanhoso abriu o inquérito ao caso e, no início da semana, a juíza considerou legítimas as queixas da esposa e aplicou as medidas de coacção. De acordo com o Correio do Minho, o homem, de 70 anos, terá que abandonar a casa onde residia com a esposa, na Póvoa de Lanhoso, e terá ainda que se apresentar todas as semanas nas autoridades policiais mais próximas da sua residência, ficando a aguardar o desfecho do processo em liberdade. 

Considerando este caso como reincidente, a juíza do Tribunal de Braga, após interrogar o arguido, resolveu afastá-lo da esposa. Além de ser obrigado a sair de casa, onde vivia maritalmente com a alegada vítima de maus tratos, este reformado septuagenário está ainda proibido de se aproximar da esposa ou de tentar contactá-la. 

Com o aumento do flagelo da violência doméstica em Portugal, as forças policiais e os tribunais têm tentado unir-se num esforço de resolverem estes casos, evitando as maiores tragédias. Neste caso, o Tribunal de Braga aplicou as medidas de coacção que acredita poderem sanar este processo e travar os maus tratos que o idoso estaria a exercer sobre a esposa. 

Em 2014, foram 42 as mulheres que morreram às mãos dos maridos, um aumento significativo face às 37 vítimas registadas em 2013. Neste ano de 2015, os números vão já em 19 vítimas mortais, um flagelo que cabe a todos denunciar, uma vez que a violência doméstica é um crime público que, quando denunciado atempadamente, pode evitar a morte como último desfecho. 

Também entre os idosos, o flagelo da violência doméstica é uma realidade. Problemas económicos e doença são as maiores dificuldades na vida dos reformados portugueses e podem alimentar esta tragédia. Em Março último, dois casos chocaram o país, quando o marido matou a esposa e se suicidou de seguida. Um história repetida, no espaço de uma semana em Sever do Vouga e em Coimbra.  #Família #Justiça