Mateus tinha quatro meses quando perdeu a vida, no último mês de Novembro. O menino não tinha quaisquer problemas de saúde associados e terá sofrido uma morte súbita, depois dos pais o terem deixado no Centro Cultural e Social de Santo Adrião, pela primeira vez. Do infantário, receberiam um telefonema mais tarde a informar da pior das notícias. Quase um mês depois da #Tragédia, Luís Bastos e Joana Martins ainda não acreditam na rasteira que a vida lhes pregou e exigem uma explicação para o sucedido, que ainda não chegou. 

Os resultados da autópsia ainda não foram concluídos e do infantário os pais não estão a conseguir respostas. Ao Jornal de Notícias, os pais do Mateus confirmam que ainda só receberam uma série de informações contraditórias e que nem o body que o menino vestia nesse dia lhes foi devolvido. 

Bebé morreu em Novembro

A 10 de Novembro, a morte súbita de mais um bebé chocou o país e, sobretudo, a cidade de Braga, de onde o menino era natural, a exemplo da sua família, de Esporões. Na altura, o Jornal de Notícias reportava que o menino teria entrado em convulsão, seguido de uma paragem cardiorrespiratória, e que as funcionárias do berçário teriam encontrado o menino a sangrar pela boca. 

O INEM teria tentado as primeiras manobras de reanimação e o menino ainda foi transportado para o Hospital de Braga, mas já não seria possível salvar-lhe a vida. 

Pais exigem respostas

Luís Bastos e Joana Martins pediram ao Centro Cultural e Social de Santo Adrião, na Quinta da Capela, que lhes explicassem o que sucedeu no malogrado dia 10 de Novembro, mas segundo a mãe de Mateus, a creche respondeu-lhes que "só através da via judicial dará explicações". 

Na altura, terão dito a Joana que encontraram o menino, no berço, de barriga para baixo, já inanimado. No Centro de Santo Adrião continuam a aguardar pelos resultados da autópsia mas acreditam que "a morte de Mateus se deveu a causas naturais", acreditando que não poderiam ter feito mais nada para evitar a tragédia. 

Na página do facebook, os pais de Mateus espelham toda a revolta por a instituição lhes negar as respostas que pretendem e os obrigarem a agir judicialmente, para perceberem o que aconteceu em "1h45m em que esteve dentro do colégio". " É só histórias mal contadas e quase arrancadas", declararam os pais do bebé Mateus.