O compositor António Pinho Vargas estará em Esposende nos próximos dias 18 e 19 de Março para assistir à obra Stabat Matter, de sua autoria, com estreia marcada para a Igreja Matriz de Esposende no próximo dia 19 de Março pelas 21h30. Trata-se da primeira composição do reconhecido compositor direccionada para um coral infanto-juvenil, facto que está a provocar expectativas redobradas no seio da comunidade artística residente, estendendo- se a ansiedade a todos os que seguem o percurso artístico do compositor referido e o percurso coral do Coro de Pequenos Cantores de Esposende.

Do programa da estadia de António Pinho Vargas constam dois momentos fundamentais: o primeiro será no próximo dia 18 de Março no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, onde assistirá ao ensaio geral da obra que lhe foi encomendada e privará com os elementos do coral juvenil e todo o staff de apoio à actividade musical do referido grupo.

O segundo momento, o mais aguardado, será a estreia da obra Stabat Matter na Matriz de Esposende, na segunda parte do concerto protagonizado pelo coro de Pequenos Cantores de Esposende.

Do conteúdo do concerto integrado no cartaz cultural da Semana Santa de Esposende, para além de todo um reportório alusivo à quadra pascal que vivemos, há ainda o destaque para a estreia da obra Avé Verum do compositor Paulo Bastos, um concerto dirigido pela maestrina Helena Venda Lima.  

António Pinho Vargas é compositor, músico, ensaísta, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; possui o Curso Superior de Piano do Conservatório do Porto e Mestrado de Composição do Conservatório de Roterdão, na Holanda. É professor de composição na Escola Superior de #Música de Lisboa desde 1991 e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Coimbra em 2010, a sua obra tem vindo a ganhar o reconhecimento dos seus pares pela qualidade e versatilidade nela apresentadas.

Tem sido laureado com algumas distinções que atestam a qualidade da sua escrita musical: recebeu em 2012 o Prémio Universidade de Coimbra, pela sua contribuição para a música contemporânea portuguesa e o Prémio José Afonso pelo disco Solo II; em 2014 recebeu o Prémio SPA Autores para melhor trabalho de música erudita, atribuído a Magnificat para Coro e Orquestra (2013). Em 2015 recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores

Sobre a obra a apresentar em Esposende o referido compositor descreveu o seu conteúdo num post escrito nas redes sociais. O compositor refere que: “Depois da proposta que me foi feita em 2015 pelo Coro de Pequenos Cantores de Esposende, que muito me honrou, escolhi, entre as várias hipóteses colocadas compor um Stabat Mater. Antes disso porém tive de fazer algumas perguntas sobre a escrita para as vozes brancas, os registos, o grau possível de contraponto, etc. Escolhido o Stabat Mater, implicava, para cumprir a duração prevista, uma escolha do texto. Tal como nas peças anteriores foi o texto, muito belo, que conduziu a composição. O terceiro desafio e talvez o momento-chave, na minha opinião, residiu na escolha dos instrumentos que conjuntamente com o Coro, constituem uma junção, tanto quanto sei, nunca usada: Coro, violino e piano. A estrutura formal da peça segue naturalmente os tercetos, intercalados ou não por interlúdios de piano e violino (ou apenas um deles) de importância variável e de acordo com a ordem original do Hino até ao VII, sendo o VIII antecedido do último Interludium".

Como nota final o autor espera com a estreia desta obra ter correspondido aos três desafios que esta inédita obra lhe colocou, esperando assim a melhor reacção do público aquando da estreia e das várias apresentações previstas.

Conheça melhor o compositor no vídeo seguinte:

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