Um homem foi esta segunda-feira, 29 de Fevereiro, condenado a uma pena de 7 anos de prisão por tentativa de homicídio. Também o seu pai foi condenado à mesma pena pela prática do mesmo crime. O arguido é bombeiro há 14 anos da corporação de Terras de Bouro, no distrito de Braga, e já tinha sido condenado anteriormente por ter conduzido veículo automóvel sem possuir carta de condução.

O caso remonta a 2013 numa ambiência de conflito com um vizinho tendo como origem um regadio de campos agrícolas. A 6 de Julho, pai e filho, abordaram a vítima que estava num local isolado a tomar conta de um rebanho, tendo-a atacada à facada e paulada, atingindo-a em diversas zonas do corpo, como cabeça, tórax, braços e pernas. O homem acabou por cair ao chão, mas mesmo assim, os agressores, ainda não satisfeitos, continuaram a agredi-lo, arrastando-o e abandonando-o num silvado. Local onde foi encontrado, por acaso, tendo sido socorrido, o que lhe salvou a vida.

O tribunal de Braga não teve dúvidas que os dois agressores evidenciaram desrespeito pela vida do outro, tendo-os condenado a uma pena de 7 anos de prisão efectiva. Os dois arguidos foram condenados, ainda, a pagar uma indemnização de 4.000 euros à vítima. Uma pena considerada “excessiva” e “desfasada” por parte da defesa que anunciou ir recorrer da decisão para o Tribunal da Relação.

Depois de conhecida a sentença, o presidente da Associação Humanitária dos #Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, considerou Martinho Lopes como “um bombeiro cumpridor, respeitador, leal e extremamente útil”. Alegando que os factos julgados não terem nada a ver com a actividade de bombeiro, o dirigente afirmou não ver razões para a sua expulsão do corpo activo. Até porque, na opinião do presidente da direcção da instituição, o bombeiro apresenta um “arcaboiço físico” e um “profundo conhecimento” da região, o que fazem dele um elemento de “extrema utilidade e eficiência”, sobretudo nas operações de combate a incêndios florestais.

Também o comandante da corporação do distrito de Braga, garantiu que Martinho Lopes se manterá como elemento do corpo activo, só tendo “a dizer bem dele” como bombeiro e como homem. Aos jornalistas, o bombeiro classificou a condenação como “um absurdo” alegando que apenas procurou defender-se, e ao seu pai, perante o conflito com o pastor. #Justiça