O caso, de contornos violentos, passou-se na passada segunda-feira, 11 de abril, na escola EB 2,3 de Nogueira, em Braga, durante uma aula. Duas alunas menores, de 15 e 16 anos, terão agredido e insultado uma professora de 55 anos diagnosticada com cancro. A agressão terá sido de tal maneira violenta que a aluna mais velha terá mesmo arrancado cabelo à docente, quando empurrou a sua cabeça contra a parede.

Segundo o JN, a docente foi encontrada numa sala pelos Sapadores de Braga, em choque e a chorar, dizendo que se sentia humilhada e segurando na mão um grande pedaço de cabelo arrancado pela aluna mais velha. A docente foi transportada para o Hospital de Braga para ser observada.

Quando questionado pelo JN, o director do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio João Andrade apenas se referiu à agressão da docente como 'o incidente com a professora' e indicando que já tinham sido desencadeados todos os procedimentos associados à situação: à aluna mais velha foi instaurado um processo disciplina,r e quanto à aluna mais nova que apenas injuriou a docente, nada foi referido. Encontram-se ambas suspensas preventivamente.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) identificou as alunas. A jovem de 16 anos vai ser ouvida no Tribunal da Comarca, uma vez que se trata de um #Crime público, enquanto a jovem de 15 vai enfrentar o Tribunal de Família e Menores. Segundo fonte do JN, a aluna mais velha terá já registo de outros incidentes. São ainda desconhecidas ainda as causas do incidente.

Os casos de violência nas escolas, quer contra docentes quer entre alunos, têm levantado polémica na sociedade portuguesa. Em Janeiro de 2016, a GNR foi chamada à escola EB 2,3 de Alvide (Cascais) na sequência de uma brincadeira que correu mal, quando uma aluna feriu gravemente um colega com uma faca de 10 cm. Já em Outubro de 2015, uma professora foi agredida a pontapé por um aluno de 16 anos em plena sala de aula, na Escola Secundária Marquês de Pombal em Lisboa, quando chamou a atenção ao aluno por este estar deitado na secretária.

Espera-se agora apurar as causas do sucedido para que a lei possa ser aplicada. #Educação #Violência