O corpo do menino de 6 anos que estava ao colo da mãe quando esta se atirou de uma ponte, foi retirado das águas do rio Cávado na tarde deste sábado, 18 de Junho. A criança estava desaparecida desde o início da tarde de ontem, sexta-feira, e acabou por ser localizada no momento em que as autoridades reforçaram os meios envolvidos na operação de busca e salvamento. A mãe, de 37 anos, mantém-se hospitalizada e vigiada, e está agora indiciada pela prática de um crime de homicídio qualificado. A investigação está a cargo da Polícia Judiciária.

Cerca de 24 horas depois de ter caído ao rio, o corpo do menino foi encontrado sem vida, poucos minutos antes das 15 horas deste sábado, tendo sido retirado das águas e colocado num dos barcos envolvidos nas operações das buscas. Posteriormente, uma equipa de peritos da Policia Judiciária deslocou-se ao local para analisar o corpo e recolher eventuais meios de prova para investigação. Depois daquelas perícias, o corpo foi transportado para terra e daí encaminhado para o gabinete de medicina legal.

A trágica ocorrência aconteceu pouco depois das 12:30 horas de ontem, sexta-feira 17 de Junho, com uma mulher estacionou o seu automóvel na ponte de Santa Eugénia, em Barcelos, e com o filho mais velho ao colo se atirou ao rio. O caso foi presenciado por um popular que alertou de imediato as autoridades. Entretanto um pescador que estava na zona foi com o seu barco ao encontro da mulher, tendo conseguido retira-la da água. Apesar de inconsciente foi salva e transportada ao hospital de Braga, onde ainda permanece, sem correr perigo de vida. O menino chegou a ser avistado nas águas por um bombeiro, que não conseguiu fazer nada para o salvar, tendo mesmo entrado em estado de choque. Assim como o pai da criança que se deslocou ao local, e que acabaria por ser transportado ao hospital para receber auxílio médico.

Segundo o Jornal de Notícias, a mulher já teria tentado suicidar-se uma semana antes, também numa noutra ponte e igualmente com os dois filhos ao colo. Contudo, foi impedida de o fazer por alguns populares. Refere o mesmo jornal que a mulher andava a atravessar um momento difícil devido a uma alegada traição por parte do marido. O facto de tentar pôr termo à vida com o filho mais velho, terá sido justificado por a criança ser muito próxima da mãe, e por esta considerar que o menino não sobreviveria sem ela.

O Ministério Público, através da Procuradoria Distrital do Porto, tornou público que determinou “a abertura de um inquérito, para investigação dos factos”, por estar em causa, eventualmente, a prática de “infracção criminal de natureza pública”, nomeadamente o crime de homicídio qualificado. Quanto à criança, o Ministério Público esclarece que “não está pendente ou arquivado processo de natureza tutelar cível ou de promoção e protecção”, quer no tribunal, quer na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. #Justiça #Bombeiros #Afogamento