Após terem criticado um comandante de destacamento numa conversa privada na rede social #Facebook, quatro militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da Guarda Nacional Republicana (#GNR) da Póvoa de Lanhoso, estão agora a ser alvo de uma acusação de insubordinação.

Publicidade

Depois de o oficial ter tido acesso à conversa dos militares em questão, apresentou uma participação ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto, conforme podemos ler na edição de hoje (13 de Dezembro) do Jornal de Notícias (JN). Mas, ainda antes de ter tido acesso ao teor da referida conversa, o comandante terá exigido acesso ao computador de serviço, onde as contas dos militares visados estariam abertas, e os mesmos não colaboraram. O teor exacto da dita conversa ainda não é conhecido, sabendo-se apenas que nela existiam críticas ao comandante e à forma como este gere o destacamento que comanda.

Segundo parece, um “print screen” terá sido feito a toda a conversa e estará agora a ser usado como prova. Prova que aparentemente foi conseguida de forma ilegal e que, além de estar a ser usada para uma acusação, está ainda a provocar uma revolta de muitos militares dessa unidade da GNR, que se mostram solidários com os colegas acusados.

Entretanto, Paulo Pinto, o coordenador da Região Norte da Associação Profissionais da Guarda (APG), referiu já ter conhecimento do caso, visto que os militares pediram apoio judicial. E ainda segundo o Coordenador da Região Norte, a confirmar-se a acusação, considera que os militares da GNR é que são as vítimas do crime, e que o mesmo deve ser participado, visto que as supostas provas foram obtidas ilegalmente.

O caso já terá chegado ao conhecimento do Comando Geral da GNR e está já a ser analisado pelo DIAP, devendo mesmo ser posteriormente reencaminhado para a #Polícia Judiciária (PJ) Militar.

O Código de Justiça Militar prevê o crime de insubordinação, que abrange oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas e da GNR, sendo o mesmo punível com prisão de um mês a dois anos, quando devidamente comprovado.

Há algum tempo, também agentes da PSP foram igualmente processados por colocarem likes numa publicação nessa rede social.