A Associação de Cidadãos de Esposende está a lançar uma campanha de sensibilização sobre dejectos de #Animais na cidade. Este tema foi um dos mais frequentes nestes primeiros tempos do projecto Alerta Cidadão, tendo a Associação recebido em pouco tempo mais de 30 alertas desta natureza.

De acordo com Maria Araújo, Presidente da Associação, todos os espaços verdes da cidade, inclusive locais onde brincam crianças, como o espaço verde frente às piscinas municipais, têm sido são assinalados como locais sujos. Muitas vezes, os passeios são autênticos labirintos onde as pessoas têm de ter cuidado e contornar os “obstáculos”. Inclusive, um dos “cartazes” de Esposende, a Avenida Marginal, é um local onde frequentemente se vêem dejectos de animais.

Publicidade
Publicidade

Problema de saúde pública

O reforço que o município vai fazer depois de receber vários alertas é a colocação de dispensadores. Porém, a Associação pretende ir mais longe, complementando a acção do município, e é nesse sentido que se lança esta campanha.

A iniciativa divide-se em 2 partes:

  • Sensibilização nas redes sociais;
  • Sensibilização na rua, com os donos dos animais, através da distribuição de panfletos

Ainda de acordo com Maria Araújo, “Não podemos andar a passear com crianças e ter de olhar constantemente para o chão a ver se tem dejetos de animais. Não faz sentido; existe uma regulamentação que tem de ser cumprida.”

Tema recorrente

A questão dos dejectos de animais - nomeadamente cães - na via pública, em espaços urbanos, é um tema de discussão recorrente na opinião pública portuguesa.

Publicidade

Tratando-se de uma questão de civismo, não é uma questão controversa no sentido em que existam dois lados da questão - ninguém defende o direito dos donos de animais a poluir impunemente as ruas. Simplesmente, a situação perpetua-se, por inércia e por costume.

Já em 2003 - há 14 anos - um artigo do Público referia que "autarquias, pediatras e veterinários são unânimes: com os solos contaminados pelas fezes, os habitantes (...), em especial as crianças, ficam sujeitos a uma série de doenças (...) Nesse mesmo artigo era entrevistado o dr. António Marques Valido, que à época era director de pediatria da Maternidade Alfredo da Costa e havia sido presidente da Associação Nacional de Pediatras. O dr. Marques Valido defendia - ressalvando que não tinha base científica para o provar, por falta de estudos - que "grande parte das virose que as crianças apanham, com febres, diarreias e vómitos, estão relacionadas com a elevada contaminação dos solos." #Cidadania