Como foi noticiado nos últimos dias, Portugal encontra-se na cauda da Europa em termos de conforto térmico das habitações. Isto acontece em virtude da “nossa” construção, sendo muito boa em certos parâmetros, como por exemplo o betão armado (basta ver a adoção dos países europeus em relação ao REBAP, regulamento de edifícios de betão armado e pré-esforçado), nos isolamentos térmicos fica longe dos parâmetros mínimos. Isto explica-se, em certa parte, porque Portugal possui um clima ameno ao longo do ano.

Mas com as variações climáticas, verifica-se que existem, cada vez mais, invernos rigorosos. Só no ano de 2006 foi obrigatória a certificação energética dos novos edifícios, sendo necessária para qualquer transação de imóvel.

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Embora os edifícios usados não precisem de uma certificação satisfatória para que possam ser vendidos, se a data de construção for anterior a 2006, poderão ter uma classificação de F. Como podemos melhorar o conforto térmico de uma habitação sem que para isso seja necessário uma mudança de fundo na habitação?

A resposta é o sistema ETICS (External Thermal Insulation Composite Systems), embora existam outras possibilidades, melhores ou piores, consoante o gosto pessoal; a única diferença entre os diversos métodos de isolamento pelo exterior será o preço. O sistema #etics é formado por cola específica para este fim, placas de EPS (vulgarmente conhecido por esferovite), de novo um barramento com cola sobre as placas para colagem de uma rede de fibra de vidro, e por fim um revestimento que procura reproduzir o areado tradicional das habitações, já com a cor pretendida.

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Aqui importa referir que a rede de fibra de vidro deve ter densidade mínima de 160g/m2, de modo a dar a devida rigidez a esta solução, assim como resistência mecânica do sistema, depois terá que ter um primário próprio para este efeito, com características muito próprias, com capacidade superiores aos primários de tintas.

O ETICS possui características de não permitir a absorção de água, logo será um revestimento acrílico para ser repelente à água. Com este sistema reduz-se o risco de fissuração de fachada (logo um aspeto mais atraente) e o risco de condensação interior, uma vez que é impermeável à água em estado liquido mas permite a passagem de vapor de água, logo ajuda a prevenir o aparecimento de humidade no paramento interior da habitação.

Com a redução de necessidade de aquecimento/arrefecimento, reduz-se o consumo de matérias primas fósseis, logo poderemos considerar esta solução como ecológica. Com esta solução, em habitações novas, podemos incluir paramentos com menor espessura, uma vez que as paredes duplas, muito comuns hoje em dia, amanhã poderão parecer obsoletas, e cair até em esquecimento e desuso.

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Este sistema de isolamento térmico poderá ser uma solução mas não é a única; em todo caso, será provavelmente o caminho da construção, mais sustentável e ecológica, mas sem nunca esquecer o conforto de quem habita as nestas edificações, tanto em conforto térmico como conforto visual, pois para ser bom não basta ser, tem de parecer bom também.