Um médico italiano tem um objectivo: tornar possível a imortalidade. Para isso, tem um procedimento: transplante de cabeça. O cirurgião Sergio Canavero, disse ao MailOnline que para o fazer precisa apenas de 1 hora. Tudo o que precisa é de um doador. Depois é tudo uma questão de tempo e de precisão. Porque enquanto o transplante é feito, é preciso evitar que a cabeça arrefeça. Os cirugiões "têm muito pouco tempo para ligar os vasos sanguíneos", disse Canavero. Mas o processo de junção poderá demorar pelo menos um dia.

O anúncio da façanha gerou enorme curiosidade nos meios médicos e não falta quem se queira juntar a Canavero para assistir à experiência. Mas também há vozes cépticas. E a estas, Canavero respondeu que iria explicar o processo, numa conferência de neurocirurgiões, no dia 12 de Junho, referiu ao MailOnline.

Canavero só pode realizar esta operação na China (o único pais do mundo onde este tipo de operação é legal), e garante que irá até lá para a fazer, porque "este transplante tem um significado político", disse Canavero, mostrando-se "pronto para isso, eu estou a aprender chinês há alguns anos".

Entretano, Sergio Canavero já tem um paciente pronto para o transplante. É um russo, Valeri Spidonov, de 30 anos, que sofre da doença de Werding-Hoffmann, que ataca os músculos fazendo-os definhar e causando um rápido declínio na sua saúde. "Esta cirugia tem um forte significado político, não é apenas um procedimento médico", declarou Canavero, acrescentando que o primeiro país ou organização a ser anfitrião desta cirurgia vai ser um "líder" científico no futuro. Para o médico esta cirurgia é equivalente à corrida ao espaço entre a Rússia e os EUA.

Canavero também revelou que tem tido ofertas de milionários que se querem imortalizar, mas o seu objectivo é dar ao povo esta tecnologia. Para tal só precisa de 15 milhões de dólares. O cirurgião italiano confessou ao MailOnline que não reconhece barreiras éticas ou religiosas para o que pretende fazer. A cirurgia não é nova, ela já foi tentada com sucesso em macacos em 1971, a novidade é incluir um humano na experiência, disse o cirurgião italiano. #Casos Médicos