Investigadores do Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Universidade do Minho (UM), criado em 1995, criaram uma enzima com a capacidade de eliminar bactéria que é responsável pela doença Loque Americana, uma das doenças bacterianas mais graves que afetam as abelhas e as suas colmeias, podendo matar as mais jovens, culminando com a morte de toda a população da colmeia. O seu impacto é mais sentido na Europa e a América Latina. Segundo um comunicado lançado pelo CEB, o objetivo da investigação da enzima é "desenvolver uma estratégia terapêutica" para utilização na criação de abelhas, em que se deixe de utilizar antibióticos, sendo esta uma alternativa mais limpa.

Esta luta para encontrar uma alternativa de cura da doença Loque Americana deve-se ao facto de a União Europeia lançar uma legislação em que restringe a presença de resíduos no mel, levando a que haja uma grande dificuldade em combater a doença, também conhecida pelas siglas AFB. Esta proibição leva a que os investigadores se foquem mais em métodos antimicrobianos alternativos.

A Loque Americana (AFB) começa por afetar não só as abelhas mais jovens, bem como as larvas, podendo levar a que toda a colmeia fique infectada, podendo culminar com a morte precoce de toda a colmeia.

No mesmo comunicado o CBE informa que esta enzima deverá ser aplicada às abelhas adultas de forma oral, para que seguidamente possam espalhar para as mais jovens, bem como através de pulverização directa nas larvas.

A investigadora Ana Oliveira explica que com esta enzima "pretende-se que quando a bactéria em causa emergir dos esporos que a protegem no intestino das larvas (...) impeça a sua proliferação e consequente morte lavar", ou seja, ela impede que a bactéria se espalhe pela colmeia, levando à morte.

A fase seguinte do estudo serão os testes "in vivo" em abelhas criadas num ambiente laboratorial, sendo que posteriormente alargarão os ensaios a colmeias que foram infectadas num ambiente natural.

Recentemente, o Centro de Engenharia Biológica foi classificado com grau de excelência pela FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia). #Natureza #Animais