Na passada quinta feira (dia 30 de abril) foi publicado um estudo que afirma que 1 em casa 6 espécies do planeta irá estar ameaçada de risco de extinção. Isto acontecerá se a atividade antrópica continuar a produzir e a libertar para a atmosfera quantidades excessivas de gases de efeito de estufa (GEE), nomeadamente dióxido de carbono (CO2). Este CO2 é resultante da queima direta dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural). Quando estes gases são lançados para a atmosfera em quantidades extremas, a longo prazo provocam um aumento da temperatura média global do planeta Terra.

Mark Urban, investigador de ecologia e biologia evolutiva na universidade de Connecticut (EUA), é o autor deste estudo. Mark Urban decidiu realizar uma "meta-análise" sobre 131 estudos de biodiversidade. O resultado indica que o risco de extinção das espécies devido às alterações climáticas é ainda maior do que o que se pensava anteriormente. O próprio afirma que "se continuarmos com a nossa trajetória atual de emissão de gases do efeito de estufa, iremos encarar a perda de uma em cada seis espécies".

Neste ponto, a questão será quanto mais GEE poderemos emitir para a atmosfera sem que estes causem alterações climáticas irreversíveis, levando assim à extinção de variadas espécies? Através de vários estudos definiu-se que após a revolução industrial, a temperatura média global do planeta Terra era de 2º C. Mark Urban afirma que se o aquecimento do planeta continuar como se observa atualmente, em "2100 se atingirá valores de 4,3º C e o risco de extinção atual, estimado em 2,8%, poderá ser acelerado para 5,2%."

As áreas que poderão ser mais afetadas por estas extinções situam-se na Nova Zelândia, Austrália e na América do Sul, pois estas zonas têm habitats muito sensíveis a variações climáticas. Após variados estudos de como é que os vários fatores modificam e levam à extinção das espécies, Mark Urban chegou à conclusão de que o que mais afeta o habitat de certas espécies e a sua subsequente extinção são as variações de temperatura.

Mark Urban conclui ainda que várias medidas têm de ser tomadas, e rapidamente, tanto ao nível da redução dos gases de efeito de estufa por parte da população humana, como ao nível da preservação e conservação das espécies, dando principal ênfase às espécies que se encontram em risco de extinção. #Natureza #Animais #Ambiente