Há muito tempo que se especula se apenas na Terra estão reunidas as condições necessárias à existência da vida. Agora, provou-se que não. Num comunicado publicado esta quinta-feira, 23 de julho, no site oficial da NASA - National Aeronautics and Space Administration - a agência avançou com a confirmação da existência de um planeta fora do Sistema Solar que orbita numa zona habitável. No mesmo poderá existir água líquida à superfície, podendo este ser uma espécie de Terra 2.0.

Foi o culminar da Missão Kepler da NASA. Kepler-125b é um planeta 60 vezes maior do que a Terra, não estando ainda determinada a sua massa e composição química. Localiza-se a 1400 anos-luz da Terra, na constelação Cygnus, iluminado pela estrela Kepler-452. Esta estrela tem 6 mil milhões de anos, sendo assim 1,5 mil milhões mais velha que o nosso Sol, possuindo, em relação à Terra, um diâmetro 10% maior e um brilho 20% superior. A acompanhar este aumento, está também o período de translação do planeta Kepler-125b, que é 5% maior do que o da Terra, ou seja, 385 dias.

De forma a confirmar, de forma fiável, a existência deste planeta, foram conduzidos alguns estudos na Universidade do Texas e na Universidade do Arizona. Agora, os cientistas fixaram um prazo de 4 anos para desenvolver os estudos sobre este planeta, para que se conheça a probabilidade da existência de vida.

Estudos anteriores sobre outros planetas com possibilidade de existência de vida

O planeta Kepler-125b não foi o único a ser investigado. Já há algum tempo que se realizam investigações noutros planetas. Vejamos: #Inovação #Espaço

  • Antes deste planeta, o Kepler-186f era o planeta mais semelhante à Terra que se conhecia. Descoberto com o telescópio Kepler, este planeta não era significativamente maior que a Terra, estando também situado na zona habitável da sua estrela. O fator menos favorável foi o seu período de translação de 130 dias. (2014)
  • Antes do Kepler-186f, descobriu-se o planeta Kepler-62f: uma super Terra, 40 vezes maior que o nosso planeta. Apesar de se localizar na zona habitável da sua estrela, este planeta tem um período de translação de 267 dias. (2013)
  • Pela mesma altura, foi descoberto o planeta Kepler-69c, 70 vezes maior que a Terra. O planeta era tão grande que os cientistas duvidaram que a composição química do planeta fosse favorável à vida. Outro fator menos favorável foi, de novo, o período de translação do planeta, desta vez 242 dias. (2013)
  • Antes do Kepler-69c, foi descoberto o Kepler-22b, o primeiro dos "Kepler Planets" a ser descoberto numa zona habitável. O problema foi a incerteza quanto à composição química do planeta e o período de translação de 290 dias. (2011)
Para mais informações, consulte o site oficial da NASA.