A chuva de meteoros da Preseidas, um fenómeno anualmente famoso, irá passar ser visível em Portugal na quarta-feira. Isto ocorre devido ao facto de a Terra cruzar todos os anos o seu percurso com a órbita do cometa Swift-Tuttle, atravessando uma área onde estão os detritos que esse astro deixou para trás. Os interessados em presenciar este fenómeno não necessitarão de material especial, contudo o Observatório Astronómico de Lisboa recomenda que os espectadores escolham um local, de preferência no campo, que esteja longe das luzes da cidade. O pico deste fenómeno, que irá ter cerca de 100 estrelas cadentes por hora, infelizmente não será visível no nosso país, visto que a hora à qual ocorre é das 7h30 e as 10h00.

Apesar de o auge do fenómeno não poder ser visto em Portugal, ainda assim, na noite de 12 para 13 de agosto será possível observar o aparecimento da constelação de Perseu acima do horizonte a nordeste a partir das 23h00. O Observatório Astronómico de Lisboa salienta ainda que a Lua ajudará a este fenómeno, tendo em conta que na sexta-feira, dia 14 de agosto, esta estará numa fase de Lua Nova. Apesar de a chuva de meteoros não ter a mesma intensidade todos os anos, caso o céu esteja limpo, será ainda possível ver o planeta Saturno, assim como as constelações de Verão (de entre as quais constam Águia, Cisne, Lira , Escorpião, entre outras).

O Observatório Astronómico de Santana, Açores, por sua vez, anunciou ainda que irá disponibilizar um #Espaço com as devidas condições para que os interessados possam assistir a este fenómeno na noite de quarta-feira. A mesma fonte refere que, conforme apontou a International Meteor Organization, a chuva de estrelas deste ano poderá ter uma atividade superior ao seu pico nas horas que se seguirão às 18h39 do dia 12. Contudo, esta possibilidade ainda é muito incerta, apesar de atividades invulgares relacionadas com este cometa já terem sido registadas em 1992 e 2004.

O cometa Swift-Tuttle percorre uma órbita elíptica com um período de 133 anos, deixando para trás vários detritos. A última vez que o Swift-Tuttle passou perto da órbita da Terra foi no ano de 1992, encontrando-se hoje bastante longe do Planeta Azul, muito para além da órbita de Neptuno.