A cura para a Sida pode estar mais perto de ser descoberta. Mark Connors, imunologista no Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (EUA), é o principal autor deste estudo, cujo resultado foi divulgado este mês, revelando que o segredo está num paciente que tem anticorpos capazes de neutralizar o vírus do HIV.

O sangue do paciente "milagre" estará na base da nova droga contra o HIV, pois, ao que tudo indica, o seu sistema imunitário é capaz de controlar a infecção.

Cura poderá estar mais perto

De facto, as descobertas na medicina são extraordinárias e parece que a doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e que continua a matar diariamente, poderá ter um fim próximo.

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De acordo com o The Verge, Mark e a sua equipa encontraram proteínas no sangue de um dos seus pacientes, proteínas essas que impediam que o HIV infetasse as restantes células, especialmente as do sistema imunitário.

O caminho agora é usar essas proteínas para criar uma arma contra uma das doenças que mais assustam a população mundial.

Os investigadores esperam, assim, encontrar um medicamento que cure os pacientes com a doença, além de quererem, a partir dessas proteínas, desenvolver uma vacina, de forma a dizimar a doença por completo.

Paciente milagre é o Z258

Este paciente "milagre" é mais conhecido como o Z258. Apresenta imunidade natural ao vírus da Sida e por isso pode ser o início do fim desta doença que tem atormentado milhões de pessoas e a que já levou à morte de outros tantos, entre os quais Freddie Mercury, Michel Foucault, Rock Hudson, Cazuza, Caio Fernando Abreu, entre outros.

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De facto, o vírus é bastante perigoso, atacando as células do sistema imunitário que deveriam atacar o vírus (células T). As células T são responsáveis por proteger o nosso corpo de infecções e quando são afectadas com o HIV baixam a níveis preocupantes, o que leva os pacientes a ficarem mais susceptíveis a outras doenças, levando muitas vezes à morte.

Isso acontece exactamente porque os níveis baixos das células T não permitem a defesa contra doenças, transformando uma simples gripe numa doença muito séria. Por isso mesmo se diz que ninguém morre do HIV, mas sim das doenças secundárias que o sistema imunitário não consegue combater. #Saúde #Casos Médicos