Esta segunda-feira é noite de super Lua. Este satélite natural da Terra vai aparecer maior e mais brilhante do que o costume. Um fenómeno que convida à observação, já que o último do género foi em 1948 e o próximo será só em 2034. Os australianos foram os primeiros a olhar para o céu, onde o satélite já apareceu.

Os especialistas em astrofísica apontam a raridade e a beleza do fenómeno como dois bons motivos para o mundo estar hoje, dia 14 de novembro, de olhos postos na #Super Lua. “A Super Lua acontece quando a diferença entre os instantes de Lua cheia e do perigeu é menor do que um dia e oito horas. O perigeu lunar ocorre quando a Lua, no percurso da sua órbita, está mais próxima da Terra”, explicam.

O facto de a Lua estar mais perto da Terra é, então, a razão pela qual vai parecer maior e mais brilhante do que o normal. Não passará, por isso, de uma ilusão de ótica, mas digna de se admirar nos quatro cantos do mundo, uma vez que o último fenómeno com esta intensidade aconteceu há quase 70 anos.

De acordo com os astrónomos, hoje “a Lua estará cerca de 15% mais brilhante do que numa lua cheia típica e 30% mais brilhante do que numa lua cheia que ocorre no apogeu. A última vez que a humanidade viu a Lua tão perto de nós foi em 26 de janeiro de 1948 e não teremos a oportunidade de a voltar a ver tão perto até 25 de Novembro de 2034”.

Qual a melhor ocasião para observar a Super Lua? Os especialistas em astrofísica indicam que é na altura do seu nascimento (às 17.49 horas em Portugal), “pois dá-se um efeito extra de ampliação neste preciso momento em que ela está perto do horizonte”.

O Observatório Astronómico de Lisboa refere, no entanto, que é importante perceber que o aumento do tamanho da Lua no horizonte “é uma ilusão ótica” produzida por razões “ainda não totalmente compreendidas pelos astrónomos e psicólogos”.

Segundo os especialistas, as super Luas são fenómenos frequentes, que sucedem todos os anos. Contudo, nem todas terão o mesmo brilho e tamanho aparentes.

“A Lua vai passar a uma distância de 356 509 km da Terra, cerca de 50 mil km mais próxima do que no apogeu (ponto de maior afastamento da Terra)", informa, também, fonte do Planetário do Porto – Centro de Ciência Viva, que hoje promove uma sessão gratuita de observação da super Lua com telescópios, a partir das 19h00.

Para além das observações, segundo informa a mesma fonte, a equipa do Planetário e do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) irá utilizar modelos à escala da Terra e da Lua, recorrendo ainda ao moderno sistema de projeção digital fulldome, para ajudar à compreensão deste fenómeno.

Em 2016, há três super Luas. Uma já ocorreu, a 16 de outubro. A 14 de dezembro volta a acontecer outra, mas hoje será “a mais expressiva e favorável para observar". #Curiosidades