Na próxima quinta-feira, dia 22 de Janeiro, uma delegação da plataforma cívica "Lousã pelo Ramal" vai reunir-se com a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa. O movimento "Lousã pelo Ramal" defende a reposição da linha ferroviária que liga Serpins a Coimbra, ligação que foi encerrada em 2009. Pedro Curvelo, representante da plataforma cívica, entregou a Ana Abrunhosa um estudo de Manuel Tão, professor universitário doutorado em Economia dos Transportes, propondo a reposição da ferrovia com um custo estimado em 60 milhões de euros, sem incluir o material circulante. A ligação ferroviária em causa foi encerrada em Dezembro de 2009 para dar lugar ao projecto Metro Mondego. Projecto este que foi abandonado em 2010 por falta de fundos.

A presidente da CCDRC referiu ainda que a Comissão Europeia só foi oficialmente informada do Metro Mondego em Julho de 2014, e que nunca tinham sido apresentados estudos ou detalhes técnicos para a instalação do metro ligeiro em Coimbra. O Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL) juntou-se aos protestos da plataforma cívica, defendendo que a retoma da ferrovia é a solução mais económica e viável. O porta-voz do MDRL rejeitou ainda a proposta de autocarros eléctricos apresentada pelo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho.

O Movimento "Lousã pelo Ramal" formou-se no passado mês de Dezembro, e no manifesto responsabilizam os sucessivos governos e administrações do Metro Mondego pela destruição da infraestrutura férrea e pelo abandono do ramal ferroviário. Também neste manifesto se relembra que a linha ferroviária foi encerrada em Dezembro de 2009, e é defendida a posição contra os autocarros eléctricos. Ana Abrunhosa aceitou reunir-se esta semana de forma a analisar a proposta de Manuel Tão que mantém a ferrovia já existente, e declarou que o troço do projecto do Metro Mondego que abrange o ramal da Lousã já está incluído no Programa Operacional Regional.

Pedro Curvelo, ex-vereador do PSD da Câmara da Lousã e membro da plataforma cívica "Lousã pelo Ramal", lamentou ainda o abandono da linha ferroviária centenária e afirmou que os projectos de autocarros eléctricos e do Metro Mondego se têm revelado um "sorvedouro de dinheiro dos contribuintes". #Governo