Esta tragédia passou-se numa casa em Ceira, Coimbra, constituída por um apartamento normalmente habitado por uma senhora de 87 anos e recentemente também por um filho com 52. O neto, uma criança de Lisboa com 7 anos, veio passar o fim-de-semana com o pai e avó, situação que já era habitual acontecer. Infelizmente o pai, que já não andava bem, sentiu-se mal durante a noite, pedindo ao filho para chamar a avó que morava no rés-do-chão.

A senhora ficou nervosa, tendo bastante idade e dificuldades de mobilização, tropeçou e não conseguiu ajudar porque caiu das escadas que davam acesso ao primeiro andar. Não se conseguiu levantar mais e ali permaneceu magoada. O pai da criança acabou por falecer e o menino ficou, os dois dias seguintes em casa com o pai morto, sem ninguém que dele pudesse tratar e a entrar e sair de casa. O alerta foi dado às autoridades pela vizinhança que estranhou vê-lo na rua sem ninguém. A GNR também foi contactada pelas auxiliares e outros idosos do centro de dia, onde a avó costumava ir diariamente, pois notaram a falta da sua presença.

A GNR tomou conta da ocorrência e foi chamado o INEM. Pelo pai já não houve nada a fazer. A idosa foi levada para o centro hospitalar mais próximo e o cadáver do filho para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra. Não existem ainda informações sobre a causa da morte do pai do menino.

Depois de visto no hospital pediátrico foi prestado apoio psicológico à criança que possivelmente precisará de tratamento prolongado. Não se conseguiu apurar com quem irá ficar o menino, que depois desta tragédia precisará, com certeza, de apoio incondicional. Neste momento encontra-se entregue a uma instituição de acolhimento de Lisboa.

As instituições de acolhimento são centros sociais, geralmente públicos, onde podem permanecer, neste caso crianças, que se encontrem em algum tipo de risco familiar. Neste caso em particular será acompanhada a sua saúde psicológica, até poder voltar a ser inserida no seio familiar para que o seu futuro seja estável. #Família