Mais um episódio chocante de bullying entre adolescentes. Na Figueira da Foz, um grupo de raparigas juntou-se para agredir física e psicologicamente, de forma brutal, um rapaz. O vídeo do sucedido está, de resto, a indignar as redes sociais. O grupo agressor é maioritariamente de raparigas, embora apareça a dado momento um outro rapaz para segurar a vítima.

Na situação, da qual a PSP não confirmou ao Correio da Manhã a existência de queixas, o rapaz agredido não reage durante grande parte do tempo. Quando protesta, um segundo rapaz entra em acção para o agarrar, de forma a que as "colegas" possam continuar o espancamento e a #Violência psicológica.

Não se sabe, para já, qual foi o local exacto da agressão ou os "motivos". O certo é que está já a ser motivo de grande indignação nas redes sociais, com mais de 15 mil visualizações. Em Portugal, e de acordo com dados do ano passado, 37 por cento dos adolescentes admitiram já ter cometido o crime de bullying. É um crime com valores acima da média no país, que regista ainda que 27 por cento de adolescentes participam em brigas. Neste estudo, Portugal está omisso quanto às agressões de índole física e sexual, homicídios e castigos corporais devido à falta de dados.

Ao nível mundial, uma em cada três crianças, entre os 13 e 15 anos de idade, é alvo de crimes de bullying na escola com regularidade. Para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima - APAV - são números que têm que ser reduzidos, com a estratégia a passar pela consciencialização da sociedade em geral e dos jovens para as consequências dos actos em causa. Do lado da Confederação de Pais, o seu presidente dizia à agência Lusa em Outubro último que hoje em dia os jovens - agressores e vítimas - têm mais informação, mas nem por isso dão especial relevância ao assunto bullying.

Portal da APAV destinado a jovens

Sendo o bullying uma actividade praticada sobretudo pelas crianças dentro e fora das escolas, a APAV tem também um site em que caracteriza não só o flagelo, como também dá conselhos e respostas às vítimas. Algo importante num crime em que as vítimas sofrem silenciosamente.