As redes sociais ficaram ontem, 12 de maio, em choque com um vídeo que foi divulgado. Os cerca de 14 minutos revelam um rapaz a ser vítima de bullying, físico e psicológico, por parte de duas raparigas, havendo ainda outros jovens a assistir. A partilha foi feita num perfil pessoal que em nada está ligado a este caso. Para já, ainda não se sabe em que data terá acontecido este caso.

André partilhou o vídeo no seu perfil pessoal de Facebook depois de ter encontrado, num bar da Figueira da Foz, um cartão de memória. Quando chegou a casa, decidiu ver o que estava no cartão SD e encontra o vídeo entretanto partilhado. O clip é acompanhado com a descrição "O que os jovens afáveis fazem na escola... Vergonhoso!! Desta vez na Figueira da Foz", seguindo-se algumas centenas de comentários. À hora de fecho desta notícia, os 14 minutos de #Violência tinham sido partilhados por quase 20 mil pessoas, o que perfaz um total de praticamente 500 mil visualizações. Fora deste número estão as partilhas e visualizações através da página do Ainanas que também se prontificou a reportar a situação.

Durante praticamente quinze minutos, a principal agressora, Joana, faz uso de violência física e psicológica para agredir o adolescente, António. Joana começa o vídeo a dizer "se achares que não foi com força como há bocado, apanhas mais", fazendo crer que antes já tinha havido mais violência. A agressora faz uma contagem várias vezes, terminando, primeiro, em estaladas. Mas não é a única, outra rapariga, de camisola às flores, também se junta e dá algumas chapadas. Depois disso, Joana continua com murros e com insultos. "Metes-me nojo", disse a agressora a António, seguindo-se "apetece-me andar à porrada e não à chapada".

Mas Joana quis continuar a agressão e decidiu dar pontapés no meio das pernas de António. Como a vítima tentou tapar-se, é agarrado por outro jovem. Depois disso, António pede água e, a partir daí, as agressões deixam de ser físicas. Não se percebe qual a origem de tamanhas agressões mas, ao que se entende no vídeo, está ligado a uma alegada relação em que António interferiu. Esta situação de bullying já foi reportada, várias vezes, às autoridades competentes, não só da Figueira da Foz, mas também nacionais.

Nota: Para não fomentar ainda mais a discussão nos perfis pessoais da vítima e agressores, este artigo tem nomes fictícios.