O cortejo da Queima das Fitas de Coimbra que percorreu a cidade na tarde de domingo, 10 de Maio, deixou cerca de 20 toneladas de lixo nas ruas por onde passou. Menos cerca de uma tonelada e meia em relação ao ano anterior, mas que mesmo assim exigiu um grande esforço e trabalho por parte das equipas operacionais envolvidas na recolha dos resíduos. Logo a seguir à passagem do cortejo, saíram para a rua 17 meios mecânicos e 68 pessoas para proceder à limpeza urbana. O cortejo foi um dos momentos altos da festa académica que teve início no dia 8 e que se prolongará até ao dia 15 com concertos todos os dias na Praça da Canção. .

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O apuramento provisório da quantidade de resíduos sólidos deixados pelos milhares de estudantes e pessoas que invadiram a cidade na tarde de domingo foram divulgados hoje, segunda-feira, por Carlos Cidade, vereador do pelouro do Ambiente, Parques e Jardins, da Câmara Municipal de Coimbra. O autarca enalteceu, não só a redução da quantidade global, mas também a quantidade de vidro, sobretudo de garrafas partidas, que este ano teve uma recolha selectiva ao contrário do que aconteceu em anos anteriores.

Carlos Cidade acredita que a diminuição do volume de lixo proveniente do cortejo académico deve-se, em grande parte, às campanhas de sensibilização promovidas junto dos estudantes e do público em geral, por entidades como o movimento ambientalista "Não Lixes o Mondego".

Num dia que fez lembrar o Verão, o secular cortejo da Queima das Fitas de Coimbra ficou marcado por muitos banhos de cerveja e animação, onde não faltou a ingestão de outras bebidas alcoólicas no meio de abraços, bengaladas, gritos de curso e canções.

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Os milhares de estudantes e os 92 carros alegóricos fizeram o percurso entre o Largo Dom Dinis e o Parque Verde, atravessando toda a cidade. Foram necessárias largas horas para que aquele desfile se realizasse, rompendo com menos ou mais dificuldade a multidão que invadiu a cidade.

Um cortejo que este ano ficou também marcado pela falta da habitual crítica social e política nas dezenas de carros alegóricos, decorados a gosto e com as cores de cada curso. Vítor Ferreira, presidente do júri que avaliou cada um dos carros a concurso, justifica aquela ausência de sátira com o alheamento dos estudantes à vida política do país. Os académicos preferem transformar aquele evento como um grande momento para festejar. #Entretenimento #Educação